rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
Brasil-Mundo
rss itunes

Irmãos produzem queijos brasileiros na China

Quando se diz que na China há de tudo, muita gente fica desconfiada. Mas o fato é que há mesmo. Até queijo de Minas ou queijo com goiabada. A novidade não é chinesa, claro. É bem brasileira.

Há um ano e meio, os irmãos Alessandro e Lila Nicolau decidiram produzir queijos na China. E entregam no país inteiro. O projeto inicial era exportar joias chinesas para o Brasil, quando se mudaram para a cidade de Shenzhen, um dos polos do setor no país, 10 anos atrás. O negócio vinha dando certo, até crise econômica em que mergulhou o Brasil a partir de 2015.

"A gente também faz ricota e  creme de leite, que, na verdade, é o que sobra da produção do queijo" comenta Alessandro V. Oswald

As compras caíram. Ele e a irmã, que já trabalhava no ramo de alimentos, resolveram comprar uma antiga fábrica de queijos, que pertencia a mexicanos que decidiram produzir tortillas.

Os chineses estão começando a gostar de queijo, Não é um produto que se veja na sua cesta básica. Mas Alessandro explica cada um dos queijos que produz e como se come.

"A aceitação é boa, mas é muito maior pelo lado dos estrangeiros do que dos chineses. Eles realmente ainda não têm o hábito de comer queijo. Mas a China, hoje, é a terceira maior produtora do mundo. E é plano do governo chinês de ampliar o consumo de leite entre a população.".

Por via das dúvidas, ele quer aumentar a produção. Por enquanto, apostando no aumento do consumo de pizzas, um prato que passou a ser apreciado pelos locais nos últimos anos. "Há coisa de três, quatro anos, começaram a abrir pizzarias na China. Então, comer o queijo puro, eles não comem, mas pizza é uma coisa que tem crescido cada vez mais.".

Há um década vivendo na China, ele elogia, como outros brasileiros que se mudaram para cá, a segurança. Embora o país seja conhecidamente burocrático, ele admite que é bem mais fácil ter o próprio negócio aqui do que no Brasil.

"É o pais mais seguro em que já vivi. Já morei em vários países.A China te propõe uma facilidade para você ter o seu próprio negócios. É muito menos burocrática do que o Brasil para você ter o seu próprio negócio. Aqui as cisas acontecem mais rápido e não h’tanta pressão do governo para a questão der impostos para se manter uma empresa aqui."

Alessandro tem um convênio com fazendas que fornecem 250 kg de leite que processa mensalmente para produzir 150 kg de queijo. V. Oswald

A produção está a cada dia mais variada. Começou pequena. E havia quem dissesse que ele produzia queijos a partir de duas vacas que tinha no jardim de casa. Alessandro acha graça e explica que, na verdade, tem um convênio com as fazendas que fornecerem os 25o quilos de leite que processa mensalmente para produzir 150 quilos de queijo.

Hoje, ele produz queijo de Minas e a mussarela, que vende para as pizzarias, além de queijo com goiabada, com doce de leite,ou com ervas. Ele admite que algumas ideias não pegaram. Mas afirma que está animado e tem participado de exposições e concursos de queijos pelo país.

V. Oswald

"A gente começou há alguns meses a curar os queixosa envelhecer os queijos. É difícil de achar. E o pessoal sempre traz polvilho e aqui até tem onde comprar polvilho, então o pessoal usa para fazer pão de queijo, A gente também faz ricota e creme de leite, que, na verdade, é o que sobra da produção do queijo."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Diretor brasileiro de vendas da Volkswagen na China fala do desafio de conquistar o mercado local

Brasil marca presença nos céus de Portugal no 1° Festival Internacional de Balonismo

Estilista Ronaldo Fraga vai buscar em Israel inspiração de futura coleção

Brasileiro inova com plataforma colaborativa voltada para criação de moda

Eric de Sousa honra tradição da família desafiando as ondas gigantes de Nazaré

"Brasileiros já foram barrados e deportados no governo Trump", diz advogada

Renomado DJ brasileiro deixa São Paulo para começar vida nova em Copenhague