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Armas Químicas Organização para a Proibição de Armas Químicas Síria

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Comunidade internacional se mobiliza para extinção total das armas químicas

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O diretor-geral da OPAQ, Ahmet Uzumcu, durante comemoração do 20° aniversário da instituição. REUTERS/Peter Dejong/Pool

 Essa semana marca o aniversário de 20 anos da criação da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ). Vários líderes mundiais aproveitaram a data para mobilizar a comunidade internacional e tentar eliminar totalmente a utilização desse tipo de ataque.


Líderes mundiais convocaram nesta quarta-feira (26) todas as nações a colaborar para "proibir para sempre o flagelo das armas químicas". O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, disse que ainda há muito a ser feito. Até agora, 95% das reservas declaradas de armas químicas no mundo foram destruídas pela OPAQ, mas "duas décadas de êxitos estão ameaçadas", advertiu Guterres em uma mensagem de vídeo transmitida em Haia, onde a organização tem sua sede.

A declaração do português faz alusão às informações sobre o uso de armas químicas como o gás mostarda ou o sarin no conflito sírio. “O recente ataque na Síria lembrou esta ameaça de maneira horrível. Não pode haver impunidade para estes crimes", destacou Guterres.

No início de abril, 87 pessoas morreram em um ataque com gás sarin contra a localidade síria de Khan Sheikhun, que grande parte da comunidade internacional atribuiu ao regime de Damasco. Um relatório realizado pelo serviço de inteligência da França e divulgado nesta quarta-feira (26) confirma o uso do gás e acusa o presidente sírio Bashar al-Assad. O chefe de Estado rejeitou firmemente estas acusações.

A Síria se incorporou à OPAQ em 2013, depois de ter desmentido durante anos possuir armas químicas. E, embora 100% das reservas desse tipo de armamento declaradas por Damasco tenham sido destruídas durante uma operação que contou com a participação de trinta países, muitos se perguntam se Damasco havia revelado o conjunto total de seu arsenal.

"A OPAQ enfrentou na Síria sua mais importante prova de compromisso, mas também a maior de sua resistência", declarou o diretor-geral da OPAQ, Ahmet Uzumcu. "Nosso trabalho na Síria não terminou. É muito preocupante o fato de seguirmos recebendo informações sobre a utilização de armas químicas", acrescentou.

Uzumcu convocou Egito, Israel, Coreia do Norte e Sudão do Sul a assinar sem demora a convenção sobre a proibição de armas químicas, já que são os quatro países que ainda não o fizeram. A cerimônia foi realizada na presença de algumas vítimas destas armas, que foram utilizadas pela primeira vez durante a Primeira Guerra Mundial.

(Com informações da AFP)