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Unesco aprova resolução contestada por Israel sobre status de Jerusalém

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Colônia judaica Givat Zeev nos arredores de Jerusalém REUTERS/Baz Ratner/Archivo

O conselho executivo da Unesco adotou nesta sexta-feira (5) uma resolução sobre o status de Jerusalém, que apresenta Israel como uma "potência ocupante" e que já suscitou a ira do país.


Essa resolução, proposta por vários países árabes, estipula que "todas as medidas tomadas por Israel, que alteraram ou que buscam alterar o status de Cidade Santa de Jerusalém" serão "nulas e sem valor e deverão ser retiradas".

O texto denuncia a lei de anexação de Jerusalém Oriental, apropriada por Israel em 1967. A resolução, adotada por consenso, já havia sido votada na terça-feira (2) em comissão, com 22 votos a favor e 10 contra. Vinte e três Estados membros se abstiveram.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, qualificou o texto de "absurdo" e afirmou que ele nega o vínculo histórico que os judeus têm com Jerusalém. Como represália, Israel anunciou na quarta-feira (3) que dará 1 milhão de dólares a menos em doação para a ONU.

Confronto em outubro

Em outubro, já houve um confronto entre Israel e a Unesco, quando esse país, indignado com a votação de uma resolução sobre o patrimônio cultural palestino de Jerusalém, convocou seu embaixador na ONU.

Para protestar contra essas resoluções da Unesco, que considera hostis a Israel, o governo de Netanyahu ordenou vários cortes em sua contribuição ao orçamento das Nações Unidas, que caiu de US$ 11 milhões para US$ 3,7 milhões, segundo um responsável israelense.

Israel considera Jerusalém em seu conjunto como sua capital "unificada", algo jamais reconhecido pela comunidade internacional, enquanto os palestinos querem fazer de Jerusalém Oriental a capital do Estado ao qual aspiram.