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Coreia do Norte exige extradição de “terroristas” da China e dos EUA

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O vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Han Song-ryol, exige a extradição de suspeitos de terem preparado ataque contra o líder do país, Kim Jong-un. KIM Won-Jin / AFP

A Coreia do Norte exigiu nesta sexta-feira (12) a extradição do chefe do serviço de inteligência sul-coreanos e da CIA, além de um empreiteiro chinês acusado de planejar uma conspiração para assassinar o líder norte-coreano Kim Jong-Un.  


Na semana passada, o Ministério da Segurança norte-coreano afirmou ter descoberto "um complô " para assassinar o líder Kim Jong-Un com uma arma bioquímica. A acusação acontece em um momento de alta tensão na península coreana, devido aos programas nuclear e balístico norte-coreanos. Washington também estuda a possibilidade de colocar a Coreia do Norte em sua lista de “Estados patrocinadores do terrorismo".

Algumas semanas antes, o meio-irmão do líder norte-coreano, Kim Jong-Nam, foi assassinado em Kuala Lumpur, envenenado por meio do agente VX, potente neurotóxico. A Coreia do Sul atribuiu este crime a Pyongyang. O escritório central dos promotores públicos norte-coreanos anunciou a abertura de um processo contra os responsáveis por "terrorismo de Estado", contra a pessoa de Kim Jong-Un. Entre eles, o diretor do Serviço de Inteligência Nacional da Coreia do Sul (NIS), Lee Byung-Ho, um chefe do NIS, descrito apenas pelo sobrenome Han; Jo Ki-Chol agente do NIS; o empresário chinês Xu Guanghai e alguns “cérebros” da CIA cujos nomes não foram mencionados.

O novo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, acaba de nomear um novo chefe do NIS, Suh Hoon, que ainda não tomou posse.

“Merecem punições pesadas”

"Apelamos às autoridades competentes para localizar imediatamente, deter e entregar" os indivíduos em questão, que "merecem punições pesadas", afirmam os promotores norte-coreanos em um comunicado publicado pelos meios de comunicação oficiais.

"Nenhum dos autores brutais deste terrorismo de Estado hediondo, que visavam a retirada da liderança suprema da Coreia do Norte, não podem continuar vivos neste planeta”, declara ainda o comunicado oficial.

A Coreia do Norte, que ainda se encontra tecnicamente em guerra com a Coreia do Sul, não mantém relações diplomáticas com Washington. A China é, contudo, seu principal aliado. O empresário chinês acusado pelo serviço secreto norte-coreano é apresentado como sendo o CEO da empresa Qingdao NAZCA Co.

Pesquisas realizadas pela agência AFP em bancos de dados chineses mostram que uma empresa com esse nome foi criada em 7 de março. O NIS, serviço de Inteligência da Coreia do Sul, não possui nenhuma informação sobre o alegado plano de assassinato do líder norte-coreano, de acordo com um porta-voz.

A Coreia do Norte afirmou que um norte-coreano de nome Kim havia recebido subornos para executar o ataque. No entanto, a operação seria extremamente difícil de ser executada, dadas as draconianas medidas de segurança que cercam o líder norte-coreano e o grau extremo de vigilância que se aplica à população norte-coreana.