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Principal desafio de reunião do G7 é convencer Trump a cumprir acordo climático

Por RFI

O G7, grupo formado pelas sete economias mais industrializadas do planeta, se reúne nesta sexta-feira (26) e sábado (27) na cidade de Taormina, na ilha italiana da Sicília. Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido são os países que detêm 32,2% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Entre os temas abordados estão o terrorismo, o clima e acordos comerciais.

Gina Marques, correspondente da RFI na Itália

O principal desafio do encontro é convencer Donald Trump a chegar a um consenso na luta contra a mudança climática e no comércio exterior - políticas que estão sendo revistas pelo governo dos Estados Unidos.

O presidente americano reluta em cumprir o Acordo do Clima de Paris ratificado pelo seu predecessor, Barack Obama, no ano passado. Esse compromisso assinado por 196 países estabelece que eles terão de organizar estratégias para limitar o aumento médio da temperatura da Terra a 1,5ºC até 2100.

O acordo prevê US$ 100 bilhões por ano para projetos de adaptação dos efeitos do aquecimento a partir de 2020. Os Estados Unidos ameaçam não cumprir suas metas, inclusive porque ainda não existem regras que definam quanto as termoelétricas a carvão podem emitir.

Além disso, a Suprema Corte americana congelou o Plano de Energia Limpa no final da gestão de Obama, pois diversos Estados governados por republicanos alegaram que era inconstitucional.

Desde a campanha eleitoral, o argumento de Trump é que o plano de Obama aumentaria o desemprego principalmente no setor das minas de carvão. Segundo especialistas, esse setor está declinando há décadas nos Estados Unidos, por causa da mecanização tecnológica e dos baixos preços do gás natural.

Grupo renovado

O G7 está renovado. Quatro de seus líderes participam pela primeira vez: os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, Emmanuel Macron, da França e os primeiros-ministros Theresa May, do Reino Unido, e Paolo Gentiloni, da Itália. Também estão presentes o presidente do Canadá, Justin Trudeau, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, além dos presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, Jean-Claude Juncker e Donald Tusk.

Mas o cenário é incerto sobre o futuro do acordo do clima. Dependerá da determinação dos líderes em não recuar nas suas posições e convencer Trump a manter os compromissos.

Os Estados Unidos são o segundo maior emissor de gás carbônico do mundo, depois da China. Eles são os grandes responsáveis pela quantidade de gases de efeito estufa que estão na atmosfera e já fizeram a temperatura média do planeta subir mais de 1°C desde a Revolução Industrial.

O melhor argumento para mudar a opinião dos EUA é a economia. Diversos indicadores mostram que o setor de energias renováveis está bem e gerando empregos.

Segundo o Fundo de Defesa do Ambiente (EDF), as indústrias solar e eólica estão criando empregos 12 vezes mais rapidamente que o restante da economia americana.

Além disso, os desastres provocados pelas mudanças climáticas, como inundações e tempestades, custam caro. A eliminação desses estragos proporcionam um impacto positivo e aumento de atividade do país.

A segurança, o combate ao terrorismo e o comércio internacional também estão em pauta. Trump, diferentemente dos parceiros, defende o protecionismo, tem receio do multilateralismo e não quer perder competitividade industrial frente à China.

Uma das poucas certezas é que sairá "um compromisso comum contra o terrorismo". O problema foi agravado depois do recente atentado em Manchester, que causou 22 mortos e dezenas de feridos.

Segurança para o evento

Taormina é uma cidadezinha siciliana com cerca de 11 mil habitantes, numa colina da costa leste da ilha. Para o evento, o lugar se transformou numa fortaleza com quase 10 mil agentes de segurança e sete barreiras de controles com detectores de metal.

Os próprios moradores têm que caminhar com crachá. O local é considerado uma das pérolas da Sicília pelas suas belezas naturais e arquitetônicas. No entanto, suas ruas são estreitas e dificultam a passagem dos grandes carros oficiais das delegações, principalmente o cortejo de Trump, que em Roma contava com quase cinquenta automóveis. Na Itália, muitos acham que não é o melhor lugar para hospedar uma reunião como a do G7.

Mas a Sicília foi escolhida para sediar este grande evento para chamar a atenção para a crise migratória e debater como desenvolver a economia africana. Neste sábado, lideres de países africanos como a Etiópia, Quênia, Níger, Nigéria e Tunísia, participarão das discussões.

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