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Crise no Golfo: Irã envia alimentos e Kuwait intermedia tensão com Catar

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O Catar está isolado por vias marítimas, aéreas e terrestes de seus vizinhos no Golfo Pérsico, por causa da crise diplomática. REUTERS/Thomas White

O Irã enviou cinco aviões com cerca de 90 toneladas em produtos alimentícios ao Catar, após o embargo imposto pela Arábia Saudita e outros quatro países aliados ao emirado.


Segundo o porta-voz da companhia aérea Iran Air, um sexto avião deve partir carregado de alimentos em direção ao Catar ainda neste domingo (11). O Catar, acusado de apoiar o terrorismo por seus vizinhos no Golfo e de se aproximar do Irã, grande rival xiita, encontra-se isolado na região: todas as rotas marítimas, aéreas e terrestres foram cortadas pelos países liderados pela Arábia Saudita.

O emirado, que importa a maioria dos produtos que consome, tenta sobreviver ao tsunami diplomático convocando os vizinhos para o diálogo.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino disse neste domingo estar no entanto "confiante de que a região vai voltar a uma situação normal" para a Copa do Mundo em 2022, prevista para acontecer no Catar.

Emir do Kuwait : experiência em intermediar conflitos no Golfo

O ministro kuwaitiano das Relações Exteriores afirmou neste domingo (11) que seu país vai prosseguir os esforços para resolver a crise em torno do Catar. O emirado estaria pronto, segundo ele, para "unir esforços" e reforçar a segurança no Conselho de Cooperação do Golfo (GCC). "O Estado do Kuwait enfatiza a inevitabilidade de resolver o conflito no Golfo" e "através do diálogo entre irmãos", disse o emir, o xeique Sabah Al-Khaled Al-Sabah, citado pela agência de notícias oficial KUNA.

Al-Sabah tentou intermediar o conflito imediatamente após que a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito romperam relações diplomáticas na segunda-feira (5) com o Catar, que acusam de "apoiar o terrorismo".

O emir reuniu os líderes da Arábia, Emirados Árabes Unidos e Catar, três países que compõem o GCC, com o Bahrein, o Omã e o Kuwait. Os dois últimos países não romperam relações diplomáticas com o pequeno emirado. O emir do Kuwait já havia desempenhado um papel de liderança em uma disputa anterior, em 2014, entre Doha e seus três vizinhos no Golfo Pérsico.