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Rússia verifica possível morte de líder do EI em bombardeio na Síria

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Abu Bakr Al-Bagdadi, comandante autoproclamado do grupo Estado Islâmico. Reprodução Youtube

O exército russo anunciou nesta sexta-feira (16) que bombardeou em 28 de maio uma região em Raqa, na Síria, onde acontecia uma reunião de líderes do grupo Estado Islâmico (EI). Os russos verificam agora a possível morte de Abu Bakr Al-Bagdadi, comandante da organização extremista, durante o ataque.


O bombardeio russo tinha como alvo uma reunião de líderes do grupo Estado Islâmico (EI) da qual participava seu chefe, Abu Bakr Al-Bagdadi, segundo informações do ministério russo da Defesa. "Estamos verificando por meio de vários informantes se Al-Bagdadi foi eliminado", completa o texto.

O porta-voz da coalizão antijihadista liderada pelos Estados Unidos, Ryan Dillon, afirmou que não poderia confirmar no momento as informações. De acordo com o ministério russo, o comando do contingente militar do país na Síria "recebeu, no fim de maio, informações sobre uma reunião de dirigentes da organização Estado Islâmico na periferia sul de Raqa".

Após um voo de reconhecimento com drone, caças Sukhoi Su-34 e Su-35 atacaram as posições jihadistas no dia 28 de maio, entre 21h35 e 21h45 GMT (18h35 e 18h45 de Brasília). O comando militar russo informou a operação ao governo dos Estados Unidos, segundo o ministério. O exército russo afirma que matou vários "altos dirigentes" do EI, quase "30 chefes de guerra e até 300 combatentes".

A Rússia iniciou em setembro de 2015 uma série de bombardeios na Síria para apoiar seu aliado, o presidente sírio Bashar al-Assad. Em dezembro de 2016, as forças do governo e os rebeldes selaram uma trégua, que não se aplica aos jihadistas do EI.

Ofensiva curdo-árabe em Raqa

Os combatentes do EI enfrentam na cidade de Raqa, seu maior reduto na Síria, a ofensiva de uma aliança curdo-árabe apoiada pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. Os confrontos acontecem nas frentes norte, oeste e leste da cidade, mas o avanço da aliança, as chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), foi contida nos últimos dias pela contraofensiva do EI.

Raqa, conquistada pelo EI em 2014, se tornou o símbolo das atrocidades do grupo extremista e uma base para o planejamento de atentados executados no exterior. O exército russo afirmou ter constatado que o objetivo do encontro dos líderes do EI era "a organização de comboios de saída para os combatentes de Raqa através do corredor sul", indica o comunicado.

Moscou anunciou bombardeios nos dias 25, 29 e 30 de maio contra unidades do EI que tentavam fugir de Raqa pelo sul, rumo à cidade antiga de Palmira, controlada pelas forças governamentais sírias. A coalizão internacional antijihadista havia prometido durante uma reunião em março erradicar a "ameaça mundial" do EI e de seu líder.O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, previu na ocasião a "morte" iminente de Bagdadi.

Poderoso e discreto, Bagdadi transformou o EI em uma organização temida, responsável por vários atentados violentos ao redor do planeta. Washington já o considerou como morto em diversas ocasiões. Bagdadi não dá sinais de vida desde uma gravação de áudio divulgada em novembro de 2016, pouco depois do início da ofensiva do exército de Bagdá contra Mossul, o reduto do EI no Iraque.