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Choque entre destróier americano e cargueiro filipino deixa 7 desaparecidos

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O destróier USS Fitzgerald voltando à base americna de Yokosuka neste sábado 17 de junho, após o choque que danificou seu casco. REUTERS/Toru Hanai

Sete marinheiros americanos estão desaparecidos depois do choque entre um destróier dos Estados Unidos e um cargueiro filipino, na costa japonesa. A colisão aconteceu durante a madrugada deste sábado (17), ao sul da baía de Tóquio. As buscas pelos desaparecidos continuam nesta manhã e estão sendo feitas pela Guarda Costeira japonesa. O correspondente da RFI no Japão, Frédéric Charles, considera o acidente "estranho".


O destróier USS Fitzgerald integra a 7ª frota americana do Pacífico, que faz manobras neste momento ao largo da Coreia do Norte. Ele ficou bastante danificado com o choque contra o cargueiro que pertence ao grupo japonês Nippon Yusen. Além dos sete desaparecidos, três marinheiros ficaram feridos. No momento do acidente, que aconteceu durante a noite, o navio americano se dirigia para a base naval japonesa de Yokosuka, onde está baseado. Apesar de ser uma rota muito movimentada, as colisões nessa área são raras e o acidente levanta uma série de questões, informa o correspodente da RFI.

O USS Fitzgerald é um navio de guerra americano super moderno, dotado de sistema antimísseis e de radares sofisticados. Como, um destróier como este pôde colidir, em uma noite clara, com um cargueiro de 220m de comprimento? Como ele pôde ter tido tantos estragos na altura do local onde estão localizados seus radares?, pergunta Frédéric Charles. Um dos feridos é o comandante do navio, Bryce Benson, que teve que ser socorrido por um helicóptero.

Investigação

O Japão tem o direito de abrir uma investigação para apurar as causas do acidente. Mas devido ao tratado de segurança bilateral, os Estados Unidos têm a autoridade jurídica em todos os acidentes envolvendo os navios americanos de alta tecnologia. Isso significa que os investigadores japoneses deverão se contentar com as explicações fornecidas pelos colegas da Marinha americana, explica o correspondente da RFI.