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China liberta Liu Xiaobo, prêmio Nobel da Paz

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Liu Xiaobo, prêmio Nobel da Paz (direita) e sua esposa Liu Xia (esq.), em 03 de outubro de 2010. REUTERS/Handout

As autoridades chinesas libertaram o Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo, vítima de um câncer de fígado em fase terminal. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (26) pelo advogado do ativista, Mo Shaoping.


Liu Xiaobo está sendo tratado em um hospital de Shenyang, na província de Liaoning, no nordeste da China. Segundo Shaoping, ele não tem nenhum plano especial. “Está apenas recebendo tratamento por sua doença", declarou.

A doença foi diagnosticada em 23 de maio e Liu Xiaobo, 61 anos, foi libertado poucos dias depois, de acordo com o advogado. Professor, intelectual e dissidente, Xiaobo cumpria desde 2009 uma pena de 11 anos de prisão por "subversão". Ele foi um dos autores da Carta 08, que defendia a democracia na China.

Xiaobo ainda tinha três anos para cumprir sua condenação. O dissidente venceu o Nobel da Paz em 2010. Na época, ele já estava detido. O prêmio foi entregue de forma simbólica em 10 de dezembro do mesmo ano em Oslo. O ativista foi representado por uma cadeira vazia durante a cerimônia.

Atribuição do Nobel revoltou governo chinês

A atribuição do Prêmio Nobel provocou indignação na China, que congelou as relações com a Noruega. A tensão afetou as exportações de salmão norueguês para a China. Pequim classificou Liu Xiaobo de "criminoso".