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Egito Alemanha Turismo Atentado

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Turistas mortas em atentado contra praia no Egito eram alemãs

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A entrada do hotel Zahabia, na praia de Hourghada, no Egito, onde as duas turistas alemãs foram mortas na sexta-feira, 14 de julho de 2017. REUTERS/Mohamed Aly

As duas turistas estrangeiras mortas na sexta-feira (14) em um atentado com faca em uma praia do Egito eram alemãs. A confirmação foi feita na manhã deste sábado (15) pelo ministério das Relações Exteriores da Alemanha. O agressor confessou apoiar a “ideologia jihadista”.


No dia seguinte do ataque, as medidas de segurança foram reforçadas no balneário de Hourghada, no leste do país. Quatro pessoas, a maioria estrangeiras, também ficaram feridas no atentado. A nacionalidade das vítimas ficou incerta durante várias horas, até ser confirmada neste sábado.

Em mensagem no Twitter, a chanceler alemã Angela Merkel se disse “profundamente triste pelo assassinato das duas mulheres” e expressou sua “compaixão” aos familiares das vítimas.

Agressor detido

O agressor, que chegou a nado na praia de Hourghada, foi detido. Identificado como Abdel Rahmane, um egípcio de 28 anos, ele foi interrogado pelo Tribunal de Segurança Nacional. Segundo as autoridades egípcias, ele confessou ser adepto das ideias jihadistas.

Este atentado, o primeiro contra um balneário no país desde janeiro de 2016 que deixou três turistas europeus feridos a faca, pode representar um novo golpe contra o setor turístico. Forças de Ordem, turistas e a minoria cristã do Egito são alvos frequentes de ações violentas de movimentos extremistas, como o grupo Estado Islâmico, desde a destituição pelo exército do presidente Mohamed Morsi, em 2013.

O ataque de sexta-feira ainda não foi reivindicado. Também ontem, cinco policiais egípcios foram mortos a tiros no sul do Cairo por três homens não identificados, que conseguiram fugir.