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Esponja do Alasca pode ser nova arma na luta contra o câncer

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A "Latrunculia austini" foi descoberta em 2005, quando os pesquisadores exploravam o fundo do oceano no Alasca. Divulgação / NOAA Fisheries

Uma pequena esponja verde, descoberta nas águas geladas e sombrias do Pacífico, no Alasca, pode ser a primeira arma efetiva contra o câncer de pâncreas.


A novidade foi revelada nesta quarta-feira (26) por pesquisadores americanos do Centro de Ciências da Pesca. A esponja, chamada de "Latrunculia austini", foi descoberta em 2005, quando os pesquisadores exploravam o fundo do oceano durante uma expedição no Alasca.

Testes de laboratório revelaram que várias moléculas desta esponja, que vive em rochas a uma profundidade entre 70 e 200 metros, destroem de maneira seletiva as células do câncer de pâncreas, segundo informou Mark Hamann, pesquisador da Universidade do Sul da Califórnia.

O câncer de pâncreas, particularmente agressivo, avança lentamente, levando a um diagnóstico tardio, com poucas possibilidades de sucesso no tratamento. Apenas 14% dos pacientes sobrevivem após cinco anos com um tumor deste tipo, segundo a American Cancer Society.

Só nos Estados Unidos, cerca de 53 mil novos casos de câncer de pâncreas serão diagnosticados em 2017, matando pelo menos 43 mil pessoas.