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Egito Trens Acidente

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Sinalização obsoleta pode ter causado colisão de trens no Egito

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Passageiros procuram por sobreviventes após colisão de trens no norte do Egito, perto da estação de Khorshid REUTERS/Osama Nageb

Pelo menos 41 pessoas morreram, e 132 ficaram feridas, na colisão de dois trens ocorrida na sexta-feira (11), na periferia da cidade de Alexandria, no norte do Egito. A nota oficial sobre o acidente foi divulgada neste sábado (12).


Durante toda noite, os socorristas buscaram vítimas entre os restos dos vagões, após um dos mais graves acidentes ferroviários da história do país. Hoje, 53 pessoas ainda estão hospitalizadas.

A colisão teria sido causada pela parada de um dos trens na via férrea, após sofrer uma pane, informou a televisão pública, citando uma fonte do Ministério dos Transportes. O segundo trem teria batido na sequência. Devido à violência do choque, vários vagões descarrilaram em um campo, e outros engavetaram uns nos outros. Quatro deles foram retirados com a ajuda de gruas, liberando a via neste sábado.

Um dos trens cobria o trajeto Cairo-Alexandria. O outro ligava a cidade de Porto Said, no leste, a Alexandria. "Pouco depois da oração do meio-dia, ouvimos um barulho enorme. Parecia uma explosão. Corremos e vimos o acidente", contou à AFP Ayman Mehdi, que vive a algumas dezenas de metros do local do acidente.

Infraestruturas obsoletas e mal conservadas

Citado por uma emissora local, o ministro dos Transportes, Hicham Arafat, afirmou que os maquinistas dos dois trens acidentados foram detidos para serem interrogados. Além disso, dois diretores do órgão responsável pelo setor ferroviário serão mantidos suspensos até o final da investigação.

Mais tarde, no lugar do acidente, Arafat disse desconhecer o motivo pelo qual o trem parou na via. O ministro sugeriu que o problema pode ter acontecido por causa de "sinais velhos". "É um grande problema, e tentamos modernizá-los", acrescentou, referindo-se à sinalização nas vias férreas.   

Na sexta-feira (11), o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sissi, pediu uma investigação para que os responsáveis pelo acidente "prestem contas".

O Egito registra, com frequência, graves acidentes de estrada, ou ferroviários, devido a um trânsito caótico, à circulação de veículos velhos e mal conservados, o mesmo valendo para estradas e vias férreas, em péssimas condições de preservação e com sinalização precária. Há muito tempo os egípcios criticam o governo por não conseguir reduzir os acidentes na área de transportes e os problemas de infraestrutura. Este foi um dos mais letais acidentes ferroviários recentes no país.

(AFP)