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Forças iraquianas reconquistam centro de Tal Afar das mãos do EI

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Tanques do contraterrorismo iraquiano se movimentam nos combates contra os jihadistas do EI em Tal Afar. REUTERS/Thaier Al-Sudani

As forças iraquianas reconquistaram neste sábado (26) o centro de Tal Afar e sua cidadela, seis dias depois do início da ofensiva contra um dos últimos redutos do grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque. A reconquista completa da cidade é iminente, garantem as autoridades iraquianas.
 


As tropas governamentais e as unidades paramilitares do Hashd Al Shaabi, apoiadas pela coalizão dirigida pelos Estados Unidos, lançaram o assalto contra Tal Afar, 70 km a oeste de Mossul, no domingo passado. Cerca de 2.000 combatentes mantinham sob controle de 10.000 a 20.000 civis. Em menos de uma semana, as tropas oficiais avançaram rapidamente até o setor histórico, onde viviam 200.000 pessoas antes da chegada dos jihadistas em 2014.

Tal Afar é o último reduto dos extremistas sunitas no norte do Iraque e tem importância estratégica por estar situada entre Mossul e a fronteira da Síria. A reconquista da cidade vai dificultar o trânsito de armas entre os jihadistas de um país para o outro. Palco de violências entre xiitas e sunitas depois da invasão dos Estados Unidos no Iraque, em 2003, Tal Afar forneceu vários comandantes de alto escalão ao EI.

No início de julho, as forças iraquianas retomaram Mossul, segunda cidade do Iraque, considerada no passado a "capital" dos extremistas no país. A queda de Tal Afar foi mais rápida, uma vez que os combatentes eram mais numerosos em Mossul e foram necessários nove meses de violentos combates para pôr fim a três anos de ocupação jihadista.

França tenta influenciar futuro do Iraque

Os ministros franceses das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, e da Defesa, Florence Parly, visitam neste sábado Bagdá e Erbil, capital da região autônoma do Curdistão iraquiano. Enviados pelo presidente Emmanuel Macron, eles manifestam o apoio da França a uma fase de paz no Iraque, após a derrota iminente do EI.

A França usa de sua influência para garantir, após a queda dos jihadistas, que o governo iraquiano reúna xiitas e sunitas, e proteja as minorias cristã e yazedi perseguidas durante a ocupação dos extremistas.

Integrante da coalizão internacional comandada pelos Estados Unidos, a França quer participar da futura fase de reconciliação e reconstrução das áreas destruídas nos últimos 14 anos de conflitos no Iraque.

O governo francês informou que fará um empréstimo de € 430 milhões ao Iraque para reforçar o orçamento do país, em dificuldades financeiras por causa do conflito.