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Temer propõe agência de inteligência e cooperação do Brics

Na última reunião da nona cúpula do Brics, formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o bloco defendeu o combate ao protecionismo e mais investimentos entre eles para garantir mais crescimento.

O grupo, desta vez, com outros cinco países emergentes convidados, também reconheceu que a economia global não se recuperou por completo. Em seu discurso no encerramento da cúpula, nesta terça-feira (5), o presidente Michel Temer afirmou que a responsabilidade fiscal é imprescindível para o efetivo exercício da responsabilidade social.

Segundo Temer, quando assumiu o governo há um ano, a crise enfrentada pelo país era de natureza fiscal. Não havia alternativa: era necessário remediar a expansão acelerada dos gastos públicos. E foi o que passamos a fazer por meio de ambiciosa agenda de reformas.  Ele disse que “a responsabilidade compensa” e que ”os resultados já aparecem e são significativos”. Aos líderes dos 10 países emergentes presentes o encontro, disse que o objetivos de desenvolvimento destas nações só podem ser obtidos de maneira articulada, em conjunto. Além da filial do novo Banco de Desenvolvimento do bloco no Brasil, que já está sendo estudada, o presidente brasileiro propôs a criação de uma nova agência, uma espécie de agência de inteligência e cooperação entre os Brics.

Agenda global

O presidente brasileiro também falou da agenda global no discurso. Ele afirmou que o compromisso do Brasil com o multilateralismo é “inequívoco”. Ele reiterou o compromisso do país com o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio e na implementação do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima. O Brasil soma sua voz às daqueles que prestigiam o diálogo, que se apegam ao primado do Direito, que atuam sob o signo da cooperação. É nesse espírito que, juntos, construiremos, para nós e nossos filhos e netos, um mundo de mais justiça e paz. Temer disse ainda que é ilusão acreditar que possa haver desenvolvimento para uns e não para outros.

Balanço político da nona cúpula do Brics

Algumas mensagens políticas foram enviadas durante a nona cúpula do Brics. A primeira é a de que os parceiros do bloco continuam unidos, que querem aumentar a sua influência global e permanecer sendo um motor da economia do Planeta. Eles passaram uma mensagem inédita e bem forte de condenação ao teste nuclear da Coreia do Norte, reafirmaram compromisso de combater o protecionismo e a mudança do clima.

Mas houve também algo curioso. Eles passaram muitas mensagens entre eles. A China tentou se mostrar líder do grupo. Por exemplo, os chineses tentaram ampliar a lista de países convidados tradicionalmente para participar do encontro. Em geral, são chamados vizinhos regionais. Mas os chineses mudaram a tradição, chamaram cinco países de cinco continentes. Chamaram a iniciativa de BRICS Plus, tentando dar a entender que queria ampliar o bloco.

Mas nos discursos finais de Brasil e Rússia a mensagem era a de que haverá sempre convidados. Apenas isso. Durante o evento, só os discursos dos chineses foram transmitidos no telão da sala de imprensa. O discurso de Xi Jinping no BRICS Plus também deu o seu recado. Praticamente denunciou com todas as letras o intervencionismo americano no Oriente Médio

Entrevista de Temer à imprensa

Temer falou rapidamente com os jornalistas. Antes de partir para a última reunião do Brics Plus, o presidente fez um balanço positivo dos seis dias viagem. Disse ter sido muito bem recebido pelos chineses, que assinou acordos que devem levar ao Brasil mais US$ 10 bilhões. Vamos lembrar aqui que antes de vir para a cúpula em Xiamen, ele esteve por três dias em Pequim para uma visita de Estado, onde se encontrou com o presidente chinês Xi Jinping.

Ao deixar o hotel de manhã no balneário de Xiamen, o presidente Michel Temer ainda falou um pouco de assuntos domésticos. Disse que recebeu com a serenidade de sempre a notícia de que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, pode cancelar a delação premiada de Joesley Batista. Ele disse que, se não tivesse tido esta serenidade desde o início, "ninguém suportaria o que aconteceu".

Coletiva concedida pelo Presidente da República, Michel Temer- Xiamen/China 05/09/17 05/09/2017 Ouvir

 

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