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Brasileira se destaca em Israel em pesquisa de áreas desérticas

Uma brasileira está se destacando em Israel na pesquisa de agricultura em áreas desérticas. A bióloga carioca Isabel Portugal, 35 anos, mora há 5 em Israel, onde fez o doutorado no Instituto do Deserto da Universidade Ben Gurion, no Sul de Israel.

Daniela Kresch, correspondente da RFI em Tel Aviv

A brasileira Isabel Portugal estabeleceu o “NegevNet”, um portal para fomentar intercâmbios, convênios e cooperações entre entidades acadêmicas e empresariais para ajudar a transformar desertos em áreas verdes. Para ela, trata-se de uma iniciativa fundamental num mundo cada vez mais árido.

“O objetivo final da nossa plataforma é criar uma comunidade científica de agricultura sustentável em terras áridas. Hoje, a gente tem pelo menos uns 40% da superfície terrestre como zonas áridas e desertos. E nesses 40%, dois bilhões de pessoas moram”, diz a bióloga.

Isabel se inspira no sonho de ex-primeiro-ministro de Israel David Ben Gurion – que dá nome à universidade onde ela trabalha – de transformar o deserto do Negev, que ocupa 53% do território israelense, em uma área verde, produtiva e inovadora.

Segundo a brasileira, esse sonho, que em Israel já é praticamente realidade, deveria servir como modelo para o Brasil. Afinal, ambos os países lidam com os mesmos desafios: vastas regiões áridas na periferia.

“O Negev é um deserto-exemplo, um deserto que floriu. A gente chama de deserto verde. A gente pode ver isso aonde Israel vence a falta de recursos através de tecnologia, através da melhor otimização desses recursos”, afirma Isabel. “Com a cooperação, a gente acredita que o Brasil pode aprender a como lidar como a escassez de recursos em terras áridas e secas. Por exemplo, no Brasil, no Nordesre do Brasila gente tem menos cinco vezes menos chuvas do que no Sul de Israel. E, mesmo assim, Israel consegue administrar bem esses recursos”.

Para a bióloga, os baixos índices de investimento em tecnologia e de desenvolvimento humano dificultam a situação do Nordeste. Justamente por isso, o “NegevNet” já desenvolve parcerias e cooperações com universidades no Nordeste para implementar algumas técnicas que já são usadas em Israel.

Mulheres e agricultura sustentável

Um dos projetos, por exemplo, é o Empoderamento de Mulheres na Agricultura Sustentável em Áreas Áridas, que visa habilitar de mulheres na agricultura familiar. Em novembro e dezembro, ela promoverá um curso 12 dias sobre o assunto na região do Seridó Potiguar.

Isabel está realizando uma campanha de financiamento coletivo, ou crowdfunding, pelo site Gofundme, para arrecadar o valor das passagens aéreas dos pesquisadores que vão participar.

“A ideia é ajudar no fluxo de pesquisas acadêmicas e projetos, principalmente com a cooperação entre o público e o privado”, explica a brasileira. “O objetivo dos pesquisadores é que, junto a academia, junto com a universidade, possam... A iniciativa privada desenvolver os projetos para melhorar também a qualidade de vida dessa população no Nordeste”.

A bióloga brasileira também acha que Israel tem muito a aprender com o Brasil em toda parte da ecologia, bioenergias e diversidade de espécies.

Para unir o Negev ao Nordeste, Isabel ajudou a realizar, em 2016, no Rio Grande do Norte, o primeiro Biward, uma conferência sobre Desenvolvimento de Água e Pesquisa Agrícola com grandes especialistas internacionais da área de águas, bioenergia e agricultura em áreas desérticas.

O segundo Biward acontecerá em 2018 em Fortaleza, no Ceará.

“A cooperação Brasil e Israel é muito importante. E como o nosso instituto, que se chama Desert Institute, é um grande centro de pesquisada nossa universidade dentro do deserto e tem o objetivo de otimizar as tecnologias e os recursos que podem ser utilizados nessas áreas, essa cooperação é muito importante. Eu acho sim que é possível melhorar a situação do Nordeste e acredito que, com a cooperação, é muito mais fácil melhorar essa situação”, acredita Isabel.

 

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