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Governo Iraque Jihadista Refugiados Extremismo Curdos

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Mais de mil mulheres e filhos de jihadistas se rendem ao governo no Iraque

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Famílias de jihadistas do grupo Estado Islâmico no campo de Salamya, perto de Mossul, em 6 de agosto de 2017. REUTERS/Khalid Al-Mousily

Autoridades iraquianas mantêm retidos cerca de 1.300 mulheres e filhos de extremistas islâmicos que se renderam às forças curdas recentemente, segundo afirmou uma fonte militar nesta segunda-feira (11).


"Os peshmergas [combatentes curdos] nos entregaram 1.333 mulheres e filhos, membros de famílias de jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI)", declarou um oficial do Comando de Operações Conjuntas (JOC), que coordena a luta contra o EI no Iraque.

No fim de agosto, as forças de ordem iraquianas reconquistaram o reduto jihadista de Tal Afar, no norte do país, na fronteira com o Curdistão iraquiano, depois de terem enfrentado uma forte resistência em Al Ayadieh, cidade mais ao norte onde os últimos extremistas haviam se escondido. "Essas centenas de mulheres e crianças se renderam às forças curdas no norte do país", declarou o oficial, que pediu para não ser identificado.

"Nós os instalamos em um acampamento de refugiados perto de Mossul, a grande metrópole do norte do Iraque, localizada 70 km ao leste de Tal Afar, acrescentando que os menores e as mulheres são de "14 nacionalidades diferentes".

Jihadistas estariam escondidos entre refugiados

Durante a batalha, circularam imagens de jihadistas em fila, ou sentados no chão entre homens armados vestindo o uniforme dos peshmergas. Segundo testemunhos recolhidos em aldeias vizinhas, dezenas de extremistas se renderam aos curdos depois de ajudarem suas famílias a fugir para o leste e para Mossul, aproveitando o fluxo de pessoas deslocadas que deixaram Tal Afar.

A maioria dos comandantes curdos não quis comentar essas informações. Em um comunicado oficial, publicado no site do Partido Democrata do Curdistão (PDK), do presidente da região autônoma, Massud Barzani, um deles disse, porém, que "muitos jihadistas tentam se esconder entre os refugiados".

(Com informações da AFP)