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Grupo Estado Islâmico Ataques Atentado Iraque

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EI reivindica duplo atentado no Iraque que matou mais de 50

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Forças de segurança do Iraque inspecionam o que sobrou do carro-bomba que explodiu nesta quinta-feira, 14 de setembro de 2017. REUTERS/Essam Al-Sudani

O Iraque sofreu o ataque mais sangrento desde a retomada da cidade de Mossul das mãos dos jihadistas, em julho deste ano, com um balanço provisório de pelo menos 52 mortos e 91 feridos em um duplo atentado reivindicado pelo grupo Estado Islâmico nesta quinta-feira (14).


O primeiro ataque aconteceu em um restaurante, e o segundo, com carro-bomba, ocorreu um pouco depois e teve como alvo um posto de controle de segurança. Ambos aconteceram em uma estrada perto da cidade de Nassiriya, 300 quilômetros ao sul de Bagdá, na província de Zi Qar. A rota em questão é usada, com frequência, por peregrinos e visitantes do vizinho Irã, a caminho das cidades sagradas xiitas de Najaf e de Kerbala, mais ao norte. Há iranianos entre as vítimas.

Em um comunicado divulgado por sua agência de propaganda, a Amaq, o grupo extremista sunita Estado Islâmico informou que vários suicidas participaram do ataque que matou "dezenas de xiitas". Abdel Hussein al-Jabri, vice-secretário da Saúde para a província de Zi Qar, declarou que o último balanço das vítimas era de "52 mortos e 91 feridos". "Esses números podem aumentar, porque alguns feridos se encontram em estado crítico", afirmou pouco antes.

Jihadistas abriram fogo em restaurante

No início da tarde, vários homens armados abriram fogo contra pessoas que estavam em um restaurante. Na sequência, embarcaram em um veículo e se autoexplodiram em um posto de controle, segundo relatou uma fonte dos serviços de segurança iraquianos.

O ataque acontece depois do grupo EI ter sofrido um novo e duro golpe no Iraque, com as forças da coalizão internacional recuperando, no início de julho, o controle de Mossul (ao norte do país). Há três anos, esta que é a segunda maior cidade do país, caiu nas mãos dos jihadistas. A organização extremista sofreu outro revés ao ser forçada a abandonar um outro reduto, Tal Afar, no final de agosto. O grupo também perdeu milhares de combatentes.

Grupo EI perde influência na região

No Iraque, o grupo EI mantém agora poucas áreas de influência: Hawija, 300 km ao norte de Bagdá, além de três localidades no deserto oriental, fronteiriço com a Síria - Al-Qaim, Rawa e Anna. Segundo um general iraquiano, lá estão "mais de 1.500 jihadistas". Acompanhadas de unidades paramilitares, as forças iraquianas se preparam para atacar essas últimas fortalezas nos próximos dias e semanas.

Na quarta-feira (13), de acordo com um correspondente da agência AFP, várias unidades de artilharia foram posicionadas nas proximidades de Rawa e Anna, a cerca de 100 km da fronteira com a Síria. Apesar das derrotas nos campos de batalha, o EI ainda dispõe, porém, de centenas de combatentes prontos para cometer ataques suicidas em todo país. Ao mesmo tempo, o Iraque enfrenta as ambições separatistas do Curdistão iraquiano, que pretende realizar um referendo sobre sua independência em 25 de setembro. Bagdá escolheu endurecer o tom nesta quinta (14), demitindo o governador de uma disputada província que decidiu apoiar essa consulta. Cerca de 5,5 milhões de curdos iraquianos devem participar do referendo.