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“Declaração de guerra”: Coreia do Norte pode derrubar aviões dos EUA

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O chanceler norte-coreano Ri Yong-ho fala na tribuna das Nações Unidas em 23 de setembro de 2017. REUTERS/Eduardo Munoz

O chanceler norte-coreano acusou Donald Trump de ter declarado guerra à Coreia do Norte e afirmou que Pyongyang se reserva o direito de responder à ameaça, inclusive abatendo aviões bombardeiros americanos.


"O mundo inteiro deverá se lembrar claramente que os Estados Unidos foram os primeiros a declarar guerra a nosso país ", disse o chefe da diplomacia norte-coreana a jornalistas em Nova York. "Desde que os Estados Unidos declararam guerra ao nosso país, temos o direito de tomar medidas, incluindo derrubar os aviões bombardeiros estratégicos dos EUA, mesmo se não estiverem no espaço aéreo do nosso país", disse ele.

O Pentágono anunciou no sábado (23) que bombardeiros dos EUA sobrevoaram o mar do Japão, a leste do litoral da Coreia do Norte, para demonstrar que Washington tinha "muitas opções militares" à sua disposição. Trump seguiu sua escalada verbal no sábado com Pyongyang, continuando a ironizar o líder norte-coreano com o apelido de "Homem-foguete" e assegurando que o líder da diplomacia de Pyongyang "não ficaria por muito tempo" no cargo se continuasse a repercutir as posições de Kim Jong-un.

Respondendo aos comentários do presidente norte-americano, Ri Yong-ho disse: "Logo saberemos quem não estará aqui por muito tempo". Ri fez esta declaração antes de deixar a sede das Nações Unidas em Nova York, onde assistiu à Assembléia Geral da ONU. Antes de entrar em seu carro, ele se voltou para os repórteres presentes e adicionou: "À luz desta declaração de guerra de Trump, todas as opções estão na mesa de operações do Comando Supremo da República Popular Democrática da Coreia (RPDC)".

Herança de guerra

Kim Jong-un prometeu na sexta-feira (22) medidas radicais e históricas "em resposta às ameaças de Donald Trump” de "destruição total" do país, alardeada na Assembléia Geral das Nações Unidas, na última terça-feira. Em uma rara declaração pública divulgada pela mídia, o líder norte-coreano afirmou que os comentários do presidente dos EUA constituem “a mais feroz declaração de guerra da história".

Pyongyang acusa os Estados Unidos, que possui 28.500 soldados na Coreia do Sul, uma herança da Guerra da Coreia (1950-53), de preparar a invasão do vizinho e inimigo do Norte e ameaça regularmente destruir Washington e seus aliados na Ásia. A China convocou novamente nesta segunda-feira (25) todas as partes envolvidas nesta crise para se conterem e não jogarem mais “óleo na fogueira”.