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Interpol discute terrorismo e crimes cibernéticos durante assembleia em Pequim

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A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) iniciou nesta terça-feira (26) em Pequim sua assembleia geral, que abordará a portas fechadas questões como o terrorismo, o crime organizado e os crimes cibernéticos. REUTERS/Lintao Zhang/Pool

A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) iniciou nesta terça-feira (26) em Pequim sua assembleia geral, encontro anual que abordará a portas fechadas questões como o terrorismo, o crime organizado e os crimes cibernéticos.


Quase mil autoridades policiais e políticos dos 190 países que integram a Interpol participam da assembleia geral da Interpol, nesta terça-feira (26). A assembleia também deverá discutir sobre a candidatura da Autoridade Palestina à organização: os palestinos desejam entrar para a Interpol, apesar da oposição do governo de Israel.

A Autoridade Palestina, que desenvolve uma estratégia de obter reconhecimento por meio de instituições internacionais, dispõe de um estatuto de observador na ONU desde 2012 e desde então foi admitida no Tribunal Penal Internacional e na Unesco.

Para integrar a Interpol, os palestinos precisam obter a maioria de dois terços dos votos, o que não conseguiram na reunião de 2016, celebrada na ilha de Bali, na Indonésia. A eleição no ano passado do vice-ministro chinês da Segurança, Meng Hongwei, como presidente da Interpol provocou críticas de organizações dos direitos humanos.

O dissidente chinês Wei Jingcheng, exilado nos Estados Unidos desde 1997, mencionou o temor de que Pequim utilize a Interpol para "repatriar opositores políticos". Mas a Interpol rebateu as acusações de parcialidade e recordou o artigo 3 de seu estatuto, que "proíbe à organização qualquer atividade ou intervenção em questões ou assuntos de caráter político, militar, religioso ou racial".