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Israel Palestinos Violência Ataques

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Palestino mata três israelenses na Cisjordânia

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Soldados próximos à colônia judaica da Cisjordânia, onde um palestino armado matou três israelenses nesta terça-feira, 26 de setembro de 2017. REUTERS/Ammar Awad

Um palestino armado com uma pistola matou nesta terça-feira (26) três israelenses na entrada de uma colônia judaica na Cisjordânia ocupada, antes de ser abatido pela polícia. Nos últimos dois anos, ataques com este se multiplicam e os israelenses temem uma nova onda de violência neste início das grandes festas judaicas.


O agressor atirou contra agentes de segurança que protegiam o acesso a Har Adar, uma colônia que fica 15 quilômetros ao oeste de Jerusalém, informou a polícia. Ele conseguiu se aproximar de uma das entradas quando trabalhadores palestinos passavam pelos controles de segurança, antes do início de suas atividades na colônia. O comportamento dele provocou suspeitas dos policiais e guardas que o mandaram parar. O suspeito sacou então uma pistola e abriu fogo, matando um sargento do polícia e dois agenstes de segurança privados, antes de ser morto. Um quarto israelense foi levado para o hospital em estado grave.
   
"Quando cheguei ao local, três pessoas já estavam mortas e o terrorista estava morto", declarou à AFP Moiti Fried, do serviço de emergência.

Colônia tranquila

Har Adar é uma colônia que tem quase 4.000 habitantes e fica na Cisjordânia, território palestino ocupado pelo exército israelense há 50 anos. O assentamento fica dentro do perímetro da barreira de segurança construída por Israel para evitar os ataques palestinos, mas que em vários trechos foi erguida em território da Cisjordânia.

Dezenas de milhares de palestinos viajam diariamente a Israel ou até as colônias para trabalhar, geralmente atraídos por salários maiores, apesar das críticas de outros palestinos. O atirador tinha uma permissão de trabalho israelense. Ele foi identificado pela polícia israelense como um habitante de Beit Surik, uma localidade próxima a Har Adar.

O ministro de Segurança israelense, Gilad Erdan, informou que Israel deve proibir a entrada dos assentamentos judaicos aos trabalhadores palestinos durante este período das grandes festas judaicas. Depois da comemoração Rosh Hashaná, o ano novo judaico em 20 de setembro, o país se prepara para festejar o Yom Kipur (o Dia do Perdão) e Sucôt (a Festa dos Tabernáculos ou festa da colheita).

Calma precária

Desde outubro de 2015, Israel, Jerusalém e os territórios palestinos ocupados são palco de atos esporádicos de violência que já mataram ao menos 295 palestinos ou árabes israelenses, 50 israelenses, dois americanos, dois jordanianos, um eritreu, um sudanês e um britânico, segundo levantamento da AFP. A maioria dos palestinos mortos eram autores ou supostos autores de ataques contra israelenses, e utilizaram principalmente armas brancas.

As forças de segurança israelenses destacam que a aparente tranquilidade na Cisjordânia é precária. Mais de 600.000 colonos israelenses vivem uma coexistência conflituosa com quase três milhões de palestinos na Cisjordânia em Jerusalém Oriental. A colonização, ou seja, os assentamentos civis israelenses em território ocupado, é considerada um dos principais obstáculos para solucionar o conflito israelense-palestino. É ilegal do ponto de vista do direito internacional.

(com informações da AFP)