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França Iraque Síria Grupo Estado Islâmico Jihadista

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Centenas de crianças, filhos de franceses jihadistas, já nasceram no Iraque e na Síria

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Crianças que vivem no Iraque e na Síria estão expostas a destroços e atrocidades típicos de um contexto de guerra REUTERS/Alaa Al-Faqir

Já se sabe que centenas de franceses estão atuando junto a jihadistas no Iraque e na Síria. Porém, segundo informações oficiais divulgadas nesta sexta-feira (29), além dos cerca de 700 adultos, mais de 200 menores, muitos deles nascidos nos dois países, estariam nas zonas controladas pelo grupo Estado Islâmico.


De acordo com informações reveladas pelas autoridades francesas, os jihadistas nascidos na França começaram a formar famílias em plena guerra. Segundo Paris, dos 700 adultos franceses que vivem nos dois países, um terço seriam mulheres. Além disso, outros 500 menores estariam nas zonas de conflito sírias e iraquianas. Metade deles teriam menos de cinco anos de idade e foram levados por suas mães, enquanto um terço deles teria nascido nas zonas controladas por jihadistas.

Esses dados confirmam as revelações feitas em agosto em um relatório da Radicalisation Awareness Network (RAN), um organismo europeu de prevenção da radicalização religiosa. Na época, o documento já falava de “cerca de 460 menores” franceses que viviam nos territórios controlados pelo EI e que “metade teria menos de 5 anos e um terço teria nascido na região”.

Se mais de 80% dos estrangeiros que integram o EI são homens, o grupo extremista sempre recruta muitas mulheres. Além de servir como instrumento de propaganda, elas teriam o papel de procriar para formar as futuras tropas jihadistas.

A situação dessas crianças preocupa as autoridades ocidentais, que ainda não sabem como reagir no caso de um possível retorno para a Europa. Segundo a RAN, esses menores, que geralmente foram expostos a combates e atrocidades típicas de uma zona de guerra, devem ter acompanhamento, pois podem representar um risco.

O ministro francês do Interior, Gérard Collomb, informou em agosto que 217 adultos e 54 menores já teriam voltado para a França após terem vivido em zonas de combate no Iraque e na Síria.