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Macron planeja visitar Irã para mostrar seu engajamento em acordo nuclear

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O presidente francês, Emmanuel Macron, conversou por telefone na sexta-feira (13) com o presidente iraniano, Hassan Rohani. REUTERS/Ludovic Marin/Pool

Um dia depois de o presidente americano, Donald Trump, se recusar a certificar o acordo internacional sobre o programa nuclear do Irã, os países signatários do compromisso expressam sua preocupação. O Palácio do Eliseu indicou neste sábado (14) que o presidente francês, Emmanuel Macron, planeja uma visita de Estado à Teerã, na tentativa de apaziguar as tensões. 


Macron e o presidente iraniano, Hassan Rohani, conversaram por telefone na sexta-feira (13), quando o chefe de Estado francês ressaltou seu engajamento no compromisso assinado por Irã, França, Reino Unido, Alemanha, Rússia, China e Estados Unidos durante o governo do presidente americano Barack Obama, em 2015. 

Em comunicado, o Palácio do Eliseu indicou que uma visita de Macron ao Irã, "depois de um convite de Rohani", está sendo considerada. Em seu site oficial, a presidência iraniana indicou que a viagem deve acontecer no próximo ano. Se confirmada, essa será a primeira visita de um chefe de Estado ou de Governo francês à Teerã desde 1976. 

Já o ministro francês da Europa e das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, viajará ao Irã nas próximas semanas, onde se encontrará com o chefe da diplomacia do país, Javad Zarif. 

Comunidade internacional questiona decisão dos EUA

Desde que Trump anunciou ontem sua intenção de deixar o o acordo internacional sobre o programa nuclear do Irã, lideranças mundiais se pronunciam contra a decisão do magnata. 
 
Em um comunicado conjunto, a primeira-ministra britânica, Theresa May, a chanceler alemã, Angela Merkel e Emmanuel Macron ressaltaram que continuam engajados no acordo, "resultado de 13 anos de diplomacia". O trio também fez um apelo para que o compromisso continue sendo aplicado "por todas as partes". 

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, advertiu os Estados Unidos sobre os perigos de se posicionar contra um acordo que, segundo ela, "funciona e cumpre suas promessas".

A Rússia também criticou a estratégia de Trump, enquanto a China vinha durante toda a semana apelando para que os Estados Unidos ratificassem o compromisso. 

O tom agressivo de Trump, que classificou o Irã como "o principal patrocinador do terrorismo no mundo" também provocou reações de Teerã, para quem os Estados Unidos protagonizam um complô contra o povo iraniano. Apesar da escalada de tensão, segundo o Palácio do Eliseu, Rohani garantiu, durante a conversa por telefone com Macron, que continuará respeitando os engajamentos do acordo.