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Terrorismo Jihadista G7

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Futuro dos jihadistas estrangeiros é tema de reunião de ministros do G7

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Com cartazes pedindo “um mundo sem fronteiras”, manifestantes protestaram contra a reunião do G7 em Ischia, na Itália. REUTERS/Ciro De Luca

Os ministros do Interior do G7 estão reunidos nesta quinta e sexta-feira (19 e 20) na ilha italiana de Ischia (sul). A luta contra o terrorismo é o principal assunto debatido pelos representantes das potências mundiais.


Os ministros do G7 debatem durante o encontro a ameaça que representam para seus países os combatentes estrangeiros, depois da queda de vários redutos extremistas. Desde a tomada de Raqa, ex-capital do grupo extremista Estado Islâmico (EI) na Síria, a questão vem se intensificando. Principalmente porque o destino de dezenas de extremistas estrangeiros que permaneceram até o final da batalha continua a ser um mistério.

De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), a maioria dos jihadistas estrangeiros que estavam em Raqa se rendeu e está nas mãos dos serviços de Inteligência ocidentais. "Eles não são visíveis, porque os serviços de Inteligência os mantêm", declarou esta semana o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

Entre 25 mil e 30 mil pessoas de mais de 100 nacionalidades - 5 mil delas procedentes da Europa – formam o contingente treinado que poderia se espalhar por todo mundo e obrigar vários países a fazer frente a essa "diáspora de retorno", explicou recentemente o ministro italiano do Interior, Marco Minniti, que preside esse G7. "Trata-se da maior legião estrangeira já vista", insistiu o representante de Roma, que destacou a importância para a Europa de "dispor de um procedimento de controle nas fronteiras". Caso contrário, advertiu, corre-se o "risco de que esses combatentes se unam ao terrorismo espontâneo" local.

Além dos ministros canadense, francês, alemão, japonês, britânico e americano, também participam do debate os comissários europeus Dimitris Avramopoulos (Migração) e Julian King (Segurança), e o secretário-geral da Interpol, o alemão Jürgen Stock.

Outro grande debate será dedicado à luta contra o "terrorismo" na Internet. Representantes dos quatro gigantes do setor – Google, Facebook, Twitter e Microsoft – participam do encontro.

A cúpula contau com um forte esquema de segurança. Cerca de 2 mil policiais e militares foram mobilizados para garantir a proteção das delegações durante a cúpula do G7.

Cerca de 200 manifestantes vindos de Nápoles desfilaram na tarde de quinta-feira no porto de Ischia. O principal slogan dos manifestantes era “Não ao G7” e “Por um mundo sem fronteiras”.

(Com informações da AFP)