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Autor de atentado era uberista, revela o The New York Times

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Nova York: ataque deixou oito mortos, sendo cinco argentinos. REUTERS/Brendan McDermid

A imprensa mundial desta quarta-feira (1o) dá destaque ao atentado de ontem que deixou oito mortos em Nova York, entre eles cinco turistas argentinos.


O jornal Le Monde reporta que o ataque aconteceu por volta das 15 horas da costa leste americana, quando uma caminhonete branca invadiu uma ciclovia em Manhattan, atropelando cerca de 20 pessoas. Depois de se chocar contra um ônibus escolar, ferindo mais dois adultos e duas crianças, o motorista foi alvejado no abdome e preso pela polícia.

Segundo o jornal britânico The Guardian, o agressor portava duas armas não letais – uma de chumbinho e outra de paintball – quando saltou da caminhonete, gritando “Allah Akbar” (Deus é grande, em árabe), o grito de guerra dos muçulmanos terroristas.

Identificado pela polícia como Sayfullo Saipov, o agressor é um imigrante do Uzbequistão, de 29 anos, que morava em Nova Jersey e trabalhava regularmente como motorista da Uber.

O terrorista uberista

O jornal americano The New York Times foi mais fundo, descobrindo que Saipov chegou aos Estados Unidos em 2010, vindo de Tashkent, a capital do Uzbequistão. Em princípio, Saipov teria morado no estado de Ohio, antes de se mudar para Fort Myers, na Flórida, onde conheceu o conterrâneo Kobiljon Matkarov, de 37 anos.

“Ele era muito gentil. Parecia gostar dos Estados Unidos. Estava sempre feliz, falante, dizendo que estava tudo bem. Ele não se parecia com um terrorista, mas eu não o conhecia tão bem assim”, disse Matkarov para o The New York Times.

Saipov, que recebeu um Green Card (cartão de imigrante legal) do governo americano, trabalhava como motorista de caminhões na Flórida antes de se mudar para New Jersey, onde começou a trabalhar como motorista da Uber.

Segundo a empresa, Saipov teria feito 1.400 viagens com passageiros, sem que seu nome jamais despertasse qualquer suspeita nas verificações de segurança feitas como procedimento de rotina.

Turistas mortos

O jornal El Clarín lamenta a morte de cinco argentinos entre as oito vítimas fatais do atentado de Nova York. Segundo o jornal, os cinco homens faziam parte de um grupo de amigos que comemorava os trinta anos de formatura na Escola Politécnica de Rosário.

O jornal Le Soir, da Bélgica, reporta que, entre as vítimas fatais, havia uma mulher belga, da cidade de Roulers, que estava em companhia da sua irmã e da sua mãe. Outros três outros belgas estariam feridos.