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Rússia Protestos Manifestação Vladimir Putin Moscou Prisão Oposição

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380 manifestantes são detidos em protestos anti-Putin na Rússia

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Manifestante é levado pela polícia russa no centro de Moscou, neste domingo (5). REUTERS/Tatyana Makeyeva

A polícia russa deteve neste domingo (5) mais de 380 pessoas que se reuniram em diferentes cidades para manifestações não autorizadas contra o presidente Vladimir Putin, denunciou uma ONG. "Às 17h GMT (12h de Brasília), temos relatórios que falam em 380 detidos, entre eles 13 em São Petersburgo e 346 em Moscou", assinalou a organização OVD-Info, especializada em temas e estatísticas sobre detenções na Rússia.


Mais cedo, a polícia havia informado sobre pouco mais de 260 prisões apenas na capital, "por violação da ordem pública no centro de Moscou”. “Todas foram levadas para delegacias locais", informou a polícia moscovita, em um comunicado.

A agência estatal de notícias TASS destacou que várias pessoas detidas estavam com facas, soco inglês e armas que disparam balas de borracha. O opositor Viacheslav Maltsev, que foi candidato nas eleições legislativas de 2016 e tem um canal de política no YouTube com muitos seguidores, havia convocado as manifestações neste domingo em toda Rússia. Ele pediu uma "revolução popular" e o fim imediato do poder de Vladimir Putin.

Os policiais interpelaram, um a um, os manifestantes perto do Kremlin. Alguns agentes usavam capacetes e coletes à prova de balas.

Um jornalista da rádio Ecos de Moscou, Andrei Yezhov, escreveu no Twitter que havia sido detido e publicou um vídeo, feito dentro de um veículo da polícia, no qual afirmava que muitos detidos eram jovens de pouco mais de 20 anos. Posteriormente, ele foi liberado sem acusações.

Opositor fugiu para Paris

Viacheslav Maltsev fugiu para Paris depois que um tribunal de Moscou emitiu uma ordem de detenção contra ele, por incitação a atividades extremistas. Seu movimento, Artpodgotovka, foi proibido pela justiça em outubro.

O FSB, o serviço de segurança russo, informou na sexta-feira (3) a detenção de um grupo de partidários de Maltsev que estariam planejando "ações extremistas de amplitude" nos dias 4 e 5 de novembro, incluindo incêndios em escritórios governamentais e ataques a policiais. As detenções aconteceram em Moscou e seus arredores.

Informações da AFP