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Arábia Saudita Oriente Médio Corrupção

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Arábia Saudita prende príncipes e ministros por corrupção

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Prisões consolidam posição do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman. REUTERS

O governo da Arábia Saudita prendeu neste sábado (4) dezenas de autoridades, incluindo príncipes, ministros e empresários, no que está sendo chamado de um “golpe decisivo” contra a corrupção, ao mesmo tempo em que a ação consolida o poder do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.


Dando continuidade ao seu programa de reformas da ultraconservadora Arábia Saudita, Mohamed bin Salman criou, por decreto real, uma nova Comissão Anticorrupçao presidida por ele mesmo.

No dia seguinte ao decreto, a Força Aérea saudita interditou o acesso aos jatos privados estacionados no aeroporto de Riade. O plano era impedir que os alvos da operação tentassem deixar o país.

Segundo a rede de televisão pública Al Arabiya, onze príncipes, quatro ministros e dezenas de ex-ministros foram presos, com base na investigação de escândalos abertos desde 2009.

Prejuízo na bolsa

Entre os detidos está o bilionário príncipe Al-Waleed bin Talal, cujo conglomerado de empresas, a Kingdom Holding, perdeu, com o anúncio da sua prisão, 10% da sua cotação na bolsa de valores saudita.

Além das ordens de prisão, a Comissão Anticorrupção provocou a demissão do chefe da Guarda Nacional e dos ministros da Marinha e da Economia, abalando toda a estrutura de governo do reino.

"Aumentando a confiança na lei"

Segundo a agência de notícias oficial da Arábia Saudita, o objetivo da comissão é “preservar o dinheiro público, punir os corruptos e todos aqueles que abusam do seu poder”.

“Com essas medidas, o reino inaugura uma nova era de transparência, claridade e responsabilidade”, declarou o ministro das Finanças, Mohammed al-Jadaan. “As decisões, a partir de agora, deverão preservar o ambiente dos investimentos e aumentar a confiança na lei”, completou.

O mais alto conselho de clérigos do reino, a Ulama, elogiou a nova Comissão Anticorrupçao, considerando as medidas tomadas “importantes” e dando o seu aval às prisões.

 

(Com agência AFP)