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Fisco Panama Papers Escândalo

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Paradise Papers: Apple, Nike e Hamilton entram na lista dos comprometidos

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Lewis Hamilton: manobras para evitar impostos na compra de um novo avião. REUTERS/Pedro Pardo/Pool

Apple, Nike e o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton foram adicionados nesta segunda-feira (6) à lista de empresas e celebridades comprometidas pelas revelações da operação Paradise Papers, que vazou informações sobre manobras ficais em escala mundial.


A empresa de computadores e celulares Apple teria utilizado o paraíso fiscal da ilha de Jersey, na Grã-Bretanha, para continuar a não pagar ou pagar poucos impostos depois de ter encerrado esse tipo de manobra na Irlanda. 

O fabricante de equipamentos esportivos Nike, por sua vez, criou nas Bermudas, empresas off-shore para as quais as filiais deveriam transferir centenas de milhões de dólares pelos direitos de utilização da marca.

Com as somas pagas por essas licenças, os lucros das filiais diminuíram, reduzindo, consequentemente, o montante de impostos a ser pago por cada uma delas.

Quanto a Lewis Hamilton, o tetracampeão mundial de Fórmula 1, ele teria utilizado uma empresa de fachada na ilha de Man (Grã-Bretanha) para economizar no Imposto de Valor Agregado (IVA) quando comprou um avião particular por US$ 4 milhões.

Resumindo

Dezoito meses depois do Panama Papers, vazamento que revelou gigantescas fraudes fiscais, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), agrupando 96 órgãos de imprensa de 67 países, começou no domingo (5) a revelar os resultados da sua nova investigação: a captação e publicação de 13,6 milhões de documentos financeiros confidenciais, na sua maioria, oriundos do escritório de advocacia Appleby, baseado nas Bermudas.

Os papéis vazados comprometem milhares de empresas e celebridades que lançam mão de complexas manobras financeiras para pagar menos impostos. Entre os citados se destacam a rainha Elizabeth, o secretário norte-americano do Comércio, Wilbur Ross, além dos ministros brasileiros da Economia e da Agricultura, Henrique Meirelles e Blairo Maggi.