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Paquistão Extremismo Islã Polícia

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Paquistão: operação policial contra partido extremista acaba em tumulto

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Manifestantes bloqueiam principais estradas de acesso à capital, Islamabad. REUTERS/Stringer

A tensão cresce em Islamabad, onde radicais bloqueiam, há três semanas, a principal via de acesso à capital. Neste domingo (26) foram registrados novos tumultos com a polícia, pelo segundo dia consecutivo.


O conflito entre os muçulmanos radicais e as forças de segurança paquistanesas deixou pelo menos seis mortos e mais de 125 feridos neste sábado (25). As autoridades do país pediram ajuda às forças armadas para dispersar cerca de mil membros Tehreek-e-Labaik, um novo partido islâmico radical. Mais de 4 mil militares participaram da operação, que acabou em violência.

Os extremistas instalaram há duas semanas um acampamento em Faizabad, na saída de Islamabad, bloqueando uma das principais vias de acesso à capital. Manifestações de apoio ao grupo acontecem em outras grandes cidades, como Karachi, Lahore, Rawalpindi e Peshawar.

Partido pede demissão do ministro da Justiça

O partido pede a demissão do ministro da Justiça, Zahid Hamid, que eles acusam de blasfêmia. A questão é um tema delicado no Paquistão. Em 2011, um governador progressista da província du Pendjab, Salman Taseer, foi assassinado por um guarda-costas depois de questionar a lei que sanciona a pena de morte para quem insulta o Islã ou o profeta Maomé. Para o partido Tehreek-e-Labaik, o assassino de Salman Taseer é um herói.

Os conflitos religiosos não são novidade no Paquistão. Em 2007, centenas de pessoas morreram durante tumultos entre a polícia e radicais.