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Novos exercícios militares na península coreana aumentam risco de "guerra preventiva"

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A Coreia do Sul e os Estados Unidos iniciaram hoje o maior exercício aéreo conjunto já realizado ao largo da península coreana. Foto da Base Aérea de Osan em Pyeongtaek, Coréia do Sul, 4 de dezembro de 2017. Jang-hwan/News1 via REUTERS

Os Estados Unidos iniciaram nesta segunda-feira (4) uma série de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, consideradas como os mais importantes organizados até hoje pelos dois países.


As manobras acontecem uma semana depois de mais um teste balístico realizado pela Coreia do Norte e reaviva ainda mais as tensões na região. A operação, batizada de Vigilant Ace, acontece até a próxima sexta-feira, e terá a participação de 230 aviões, entre eles, seis caças de combate F-22 Raptor e cerca de 12 mil soldados americanos.

O regime norte-coreano criticou a iniciativa americana e sul-coreana. “É uma provocação aberta, em todos os níveis, contra a Coreia do Norte, que poderia levar a uma guerra nuclear a qualquer momento", afirma o jornal em seu editorial. No sábado (2), o Ministério norte-coreano das Relações Exteriores acusou a administração de Donald Trump de "querer a guerra nuclear a qualquer custo" com a simulação aérea.

Novo teste balístico bem-sucedido

Na última quarta-feira, a Coreia do Norte anunciou ter testado com sucesso um novo tipo de míssil balístico intercontinental, o Hwasong-15. Segundo o secretário de Defesa americano, Jim Mattis, todo o território americano está agora ao alcance de Pyongyang.

Os Estados Unidos e o Japão tentaram endurecer o regime de sanções da ONU contra a Coreia do Norte, mas Moscou e Pequim bloqueram a resolução. O senador americano Lindsey Graham disse que discutiu o tema detalhadamente com o governo de Trump.

De acordo com ele, a possibilidade de uma “guerra preventiva” com a Coreia do Norte fica mais próxima cada vez que Pyongyang testa um míssil ou uma bomba nuclear. “Se houver um teste nuclear subterrâneo, será necessário se preparar para uma resposta muito séria dos Estados Unidos", alertou o congressista republicano à rede CBS.

As palavras de Graham chegam após as pronunciadas na véspera pelo assessor de segurança nacional de Donald Trump, o general HR McMaster, que declarou durante um colóquio sobre defesa que a probabilidade de uma guerra com a Coreia do Norte "aumenta a cada dia".