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Festival de cinema abre as portas para filmes brasileiros na China

O cinema brasileiro está em alta na China. Oito filmes estão sendo apresentados ao público chinês em Pequim durante toda esta semana, no maior festival de cinema brasileiro já realizado no país, que vai até o dia 8 de dezembro.

Vivian Oswald, correspondente da RFI em Pequim

O festival acontece pouco depois de o Brasil levar o prêmio de melhor filme no Festival do BRICS (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em setembro, na cidade de Chengdu. O laureado foi “Nise: o coração da loucura”, do cineasta Roberto Berliner. Este será o primeiro filme brasileiro autorizado a passar no circuito comercial chinês e deve entrar em cartaz já em dezembro.

O festival começou no sábado e vai até o final desta semana. A inauguração teve casa lotada. Ao todo, são oito filmes. Seis recentes: “Nise”, “O menino e o mundo”, de Alê Abreu, “O lobo atrás da porta”, de Fernando Coimbra, “Mundo cão”, de Marcos Jorge, “Mãe só há uma”, de Anna Muylaert e “O Roubo da Taça” de Calito Ortiz.

Dois jovens clássicos também integram a programação: “Central do Brasil”, de Walter Salles, e “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles. O festival acontece pouco depois de o Brasil levar o prêmio de melhor filme com “Nise” no Festival do BRICS em setembro, e um mês depois de o governo brasileiro assinar com Pequim um acordo de cooperação para coprodução entre os dois países.

A permissão para que um filme estrangeiro possa ser transmitido na China deve ser se dada individualmente e “Nise” foi o primeiro a ganhar uma. Ele entra em cartaz agora em dezembro nos cineclubes do país. Uma sala pequena na China tem pelo menos 600 lugares.

O festival de cinema é uma parceria da embaixada Brasileira em Pequim com o China Film Archive, a cinemateca nacional chinesa. Uma curiosidade: as salas desta entidade são as mais livres do país. Isso porque a instituição é dona de um circuito de cinemas que passa filmes “alternativos” que têm tratamento mais leniente por parte da censura chinesa. A cinemateca está justamente submetida ao órgão de censura.

China oferece oportunidades para o cinema brasileiro

Segundo Fernanda Bulhões, uma das organizadoras do festival, a China oferece uma grande oportunidade para o Brasil, que hoje produz cerca de 150 filmes por ano. “É uma oportunidade porque a China está aí e os cineastas não podem dar de costas. Abre uma porta importantíssima porque “Nise” é o primeiro filme que vai entrar no circuito comercial, em 400 salas. No Brasil, temos esse número de salas no país inteiro, talvez até um pouco menos.”

O cinema brasileiro interessa muitos jovens chineses que aprendem o português. Somente em Pequim, há sete universidades que ensinam o idioma. O ator Paulo Tiefenthaler, que está em “O roubo da taça”, ficou muito surpreso com a reação do público e com o perfil das pessoas. “A abertura da mostra do cinema brasileiro estava lotada de chineses, muita gente ligada ao estudo da língua portuguesa, com um entusiasmo e atenção enormes. Acho que a China bombou economicamente por causa das empresas, investimentos, mas a parte cultural vai vir com muita força ainda”, conclui.

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