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Israel visa alvos do Hamas e causa mortes na Faixa de Gaza

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Gaza: após um disparo da aviação israelense neste sábado (9). REUTERS/Mohammed Salem

Dois palestinos morreram neste sábado (9) em um ataque aéreo israelense contra um alvo do Hamas no centro da Faixa de Gaza. Com isso, aumentou para quatro o número de palestinos mortos desde a decisão americana de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.


Na sexta-feira (8), ataques israelenses deixaram 14 feridos no território palestino, incluindo mulheres e crianças, segundo o grupo radical Hamas, há dez anos no poder na Faixa de Gaza. Os bombardeios e enfrentamentos entre as forças de segurança israelenses e palestinos marcaram o "dia da ira" nos territórios ocupados, contra o anúncio do presidente americano, Donald Trump.

Em um comunicado, o exército israelense informou que bombardeou várias vezes durante a madrugada de sábado a Faixa de Gaza em represália aos foguetes lançados na sexta-feira a partir deste território. "A aviação visou quatro estruturas da organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza", afirma a nota. Os alvos eram duas fábricas de armas, um depósito de armas e um complexo militar, segundo o Exército de Israel.

Uma fonte do Hamas afirmou que dois palestinos de 28 e 30 anos morreram em um ataque contra uma base do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedin al Qasam, em Nuseirat.

Três foguetes foram disparados a partir de Gaza contra o território israelense. Um deles caiu na cidade de Sderot, sem deixar vítimas.

Na Cisjordânia, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, não aceitou se encontrar com o vice-presidente americano, Mike Pence, que tem uma visita de Estado prevista aos territórios palestinos e Israel ainda neste mês.

Assessora de Trump para Oriente Médio deixa o cargo

A decisão unilateral de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel provocou manifestações em vários países muçulmanos, assim como duras críticas da comunidade internacional. Os Estados Unidos ficaram isolados na ONU, onde os demais membros do Conselho de Segurança se revezaram nesta sexta-feira para criticar a decisão de Washington.

Sem fornecer explicações detalhadas, a Casa Branca anunciou ontem que a conselheira de Trump para o Oriente Médio, Dina Powell, deixará a Casa Branca em breve. Nascida no Egito em uma família copta e fluente em árabe, Dina integrava a equipe de Jared Kushner, o genro de Trump, encarregado de retomar as negociações de paz entre israelenses e palestinos, em ponto morto desde 2014. Segundo a Casa Branca, a saída de Powell não estaria ligada à decisão de reconhecer jerusalém como capital do Estado hebreu.

Muçulmanos rezam em frente à Casa Branca

Centenas de fiéis muçulmanos assistiram à oração de sexta-feira em frente à Casa Branca. Após uma convocação de organizações muçulmanas americanas, os fiéis instalaram tapetes de orações na praça Lafayette, um pequeno parque em frente à sede do Executivo americano.

Usando o kefieh palestino, ou echarpes com as cores palestinas, os manifestantes mostraram cartazes, denunciando a colonização em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia.