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Paris One Planet Summit Aquecimento global

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Banco Mundial vai parar de financiar exploração de petróleo

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O presidente da França, Emmanuel Macron, na cúpula mundial One Planet. REUTERS/Philippe Wojazer

O Banco Mundial anunciou nesta terça-feira (12) durante a cúpula One Planet, em Paris, que não irá mais financiar a exploração e extração de petróleo e gás a partir de 2019. O objetivo é priorizar energias renováveis, em detrimento dos combustíveis fósseis, e ajudar os países a manter os compromissos assinados há dois anos no Acordo do Clima de Paris.


Dezenas de chefes de estado se reuniram nesta terça-feira na Ilha Seguin, a oeste de Paris, para discutir soluções concretas para financiar melhor a luta contra o aquecimento global. O presidente francês Emmanuel Macron convocou a conferência, em parceria com a ONU e o Banco Mundial, depois que os Estados Unidos, um dos maiores poluidores do mundo, decidiram sair do Acordo de Paris.

Dois anos após a histórica COP-21 e sem a presença do presidente americano na reunião, a França e seu líder, Emmanuel Macron, se colocam à frente do debate ambiental. Macron recebeu 160 chefes de Estado e personalidades no Palácio do Eliseu para um almoço nesta terça-feira (12), entre eles a primeira ministra britânica Theresa May e o presidente da comissão europeia Jean-Claude Juncker. A ausência de Donald Trump, que não foi convidado após sua decisão de sair do Acordo de Paris, foi criticada por alguns democratas, inclusive pelo ex-secretário de Estado americano, John Kerry, que afirmou que a situação era uma "desgraça".

Mesmo sem a presença de Trump, outros americanos compareceram ao One Planet. Entre eles, o ator e ativista Leonardo de Caprio, o governador da Califórnia Jerry Brown, e o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, que lidera uma coalizão de cidades, companhias e ativistas que trabalham para reduzir as emissões de gases de efeito estufa nos EUA. 

Setores público e privado contra as mudanças climáticas

Durante o One Planet Summit, o Banco Mundial afirmou que está no caminho certo para atingir o objetivo de alocar 28% de seus empréstimos para ações contra a mudança climática até 2020. No entanto, trilhões de dólares ainda devem ser investidos em energias renováveis para limitar o aquecimento global médio em 2 graus Celsius, como prevê o Acordo de Paris. 

Outros 200 investidores globais também prometeram exercer mais pressão sobre as principais empresas responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa no mundo. O plano, chamado "Climate Action 100+", vai monitorar as empresas durante 5 anos e focar em três medidas: melhorar a regulamentação, diminuir emissões e fortalecer a divulgação de informações financeiras a respeito do clima. 

A seguradora francesa Axa foi outra que anunciou mudanças. A empresa afirmou que irá retirar €2,5 bilhões em investimentos feitos em companhias que ganham mais de 30% de sua receita do carvão. A decisão pode afetar grandes empresas petroleiras como BP e Chevron, além de empresas de transporte como Airbus, Ford e Volkswagen.