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Ministério Público pede 25 anos de prisão para amiga de ex-presidente sul-coreana

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Choi Soon-sil chega para prestar documento no tribunal constitucional © Reuters

A justiça da Coreia do Sul pediu nesta quinta-feira (14) uma pena de 25 anos de prisão para Choi Soon-sil, amiga da ex-presidente sul-coreana, Park Geun-Hye. Ela está no centro de um escândalo que terminou com o impeachment da ex-chefe de Estado em março deste ano.


Choi Soon-sil é acusada de abuso de poder, coerção e corrupção, especialmente por ter influenciado decisões no governo sem ter nenhum cargo oficial.

De acordo com a justiça sul-coreana, juntas, a ex-presidente e sua amiga teriam extorquido US$ 50 milhões de empresas coreanas, como a Samsung e a Hyundai. Choi Soon-sil nega todas as acusações.

Filha de um misterioso chefe religioso, ela foi, durante décadas, uma amiga bem próxima da ex-presidente, sobre quem exercia forte influência. “Ela aproveitou de sua proximidade com a chefe de Estado para agir em seu próprio benefício, deixando de lado valores constitucionais e fazendo tremer o sistema governamental”, declarou um representante do Ministério Público, que pediu que os bens dela fossem confiscados e exigiu 25 anos para Choy.

Presidente também pode ser condenada

A ex-presidente sul-coreana é julgada em outro processo, mas o anúncio da justiça do país deixa entender que Park Geun-Hye, indiciada em abril, também pode ser condenada a 25 anos de prisão. A justiça da Coreia do Sul vai anunciar sua decisão sobre Choi Soon-sil no final em janeiro.

Em novembro, dois ex-diretores do serviço de inteligência da Coreia do Sul já haviam sido detidos por suspeitas de desvio de fundos para pessoas próximas à ex-presidente Park Geun-Hye.

A justiça acusa Nam Jae-Joon e Lee Byung-Kee, ex-diretores do Serviço Nacional de Inteligência (NIS), pelo desvio de US$ 3,6 milhões do orçamento da agência para repassá-los a colaboradores de Park. O tribunal do distrito central de Seul autorizou as ordens de prisão contra os dois, alegando risco de fuga ou de destruição de provas.

Nam e Lee, diretores do NIS entre 2013 e 2015, quando Park estava na presidência, são suspeitos de fraude e corrupção. De acordo com a imprensa, os dois afirmaram ao Ministério Público que enviaram "pagamentos mensais" a colaboradores de Park. A acusação afirma que os dois desejavam uma troca de favores para suas carreiras.