rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
  • Luka Modric é eleito melhor jogador de 2018 pela Fifa

ONU Israel Jerusalém

Publicado em • Modificado em

ONU condena decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel

media
ONU condena resolução dos EUA sobre Jerusalém SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

A Assembleia Geral da ONU adotou nesta quinta-feira (21), por uma ampla maioria, uma resolução condenando o reconhecimento por Washington de Jerusalém como a capital de Israel.

Dos 193 países membros, 128 votaram a favor desta resolução e 9 contra, enquanto 35 países decidiram se abster.


O presidente americano Donald Trump prometeu acompanhar de perto, ameaçando com represálias financeiras aqueles que apoiarem o texto.

"Eles levam centenas de milhões de dólares e até bilhões de dólares e depois votaram contra nós", ameaçou o presidente dos EUA na véspera da votação. "Deixe-os votar contra nós, economizaremos muito, não nos importamos”, afirmou Trump."

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse estar satisfeito com o número de países que não votaram a resolução da ONU.

"Em Israel, rejeitamos essa decisão da ONU e reagimos com satisfação ao grande número de países que não votaram a favor desta decisão", disse Netanyahu em um comunicado.

Já na Cisjordânia, um porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, comemorou a resolução. "Este voto é uma vitória para a Palestina", disse Nabil Abu Rdainah. "Continuaremos nossos esforços nas Nações Unidas e em todos os foros internacionais para terminar essa ocupação e criar nosso estado palestino com Jerusalém Oriental como a capital ", acrescentou.

Apelo internacional

Antes da votação, a Turquia chegou a pedir à comunidade internacional, que "não se vendesse" por "um punhado de dólares”, após a ameaça do presidente americano. "Senhor Trump, o senhor nunca conseguirá comprar a vontade democrática da Turquia em troca de dólares. Nossa decisão está clara", afirmou o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, durante discurso em Ancara.

Na semana passada, Recep Erdogan convocou em Istambul uma cúpula da Organização da Cooperação Islâmica (OCI). Em seu encerramento, os 57 membros proclamaram Jerusalém Oriental como "capital" de um "Estado palestino" e pediram ao restante dos países para fazer o mesmo.

O texto de resolução examinado nesta quinta-feira (21) na Assembleia Geral foi proposto pelo Iêmen e pela Turquia em nome do grupo de países árabes e da OCI.