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Novas sanções da ONU restringem acesso de Pyongyang ao petróleo

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Conselho de Segurança da ONU: voto unânime a favor das novas sanções. 联合国

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou nesta sexta-feira (22), por unanimidade, uma resolução que endurece as sanções contra a Coreia do Norte, incluindo a restrição do fornecimento de petróleo, algo vital para os programas nuclear e balístico de Pyongyang.


A resolução, apresentada pelos Estados Unidos, também determina a repatriação dos norte-coreanos que trabalham no exterior e enviam dinheiro ao regime de Kim Jong-Un.

Pyongyang já foi alvo de oito pacotes de sanções da ONU, particularmente drásticos. Os dois últimos foram adotados em meados deste ano, sob o impulso de Washington, após lançamentos de mísseis e um teste nuclear, o sexto realizado pela Coreia do Norte.

Os EUA apresentaram na quinta-feira o projeto de resolução, após negociações com a China, em razão de um novo teste de míssil balístico intercontinental (ICBM), no dia 28 de novembro.

O texto proíbe a exportação para a Coreia do Norte de cerca de 90% dos produtos derivados do petróleo e ordena a repatriação de todos os norte-coreanos que trabalham no exterior nos próximos 12 meses.

Dezenas de milhares de norte-coreanos estão dispersos no exterior, principalmente na Rússia e na China, de onde enviam um importante valor para sua terra natal, algo fundamental para a combalida economia da Coreia do Norte. Segundo a ONU, tal contingente trabalha em "condições próximas à escravidão".

Fechado a torneira do petróleo

No campo do fornecimento de combustível, o texto reforça disposições de resoluções precedentes, em particular sobre reduzir a entrega de petróleo e derivados, que procedem majoritariamente da China.

A resolução aprovada pelo Conselho pretende limitar as entregas de petróleo a 4 milhões de barris por ano, e as de derivados - incluindo diesel e querosene - a 500 mil barris, contra os atuais 2 milhões.

Todos os países poderão interceptar, inspecionar, bloquear e confiscar navios suspeitos de transportar cargas ilegais a partir e para a Coreia do Norte.

O presidente americano, Donald Trump, que já ameaçou "destruir totalmente" a Coreia do Norte em caso de ataque aos Estados Unidos, pediu em novembro a seu homólogo chinês, Xi Jinping, que detenha as entregas de petróleo aos norte-coreanos, o que afetaria brutalmente sua economia já debilitada.

Restrição a cidadãos norte-coreanos

A resolução também amplia a lista de produtos norte-coreanos com exportação proibida e de funcionários sujeitos a sanções.

Foram agregados a lista produtos alimentícios, equipamentos industriais e elétricos, barcos e algumas matérias primas como terra, rochas, magnésio e madeira.

A relação de funcionários sancionados recebeu mais 19 nomes, a maioria do setor bancário, que tiveram seus ativos no exterior congelados e não obterão mais visto de entrada nos demais países.

O Conselho de Segurança já havia proibido as exportações norte-coreanas de carvão, ferro, chumbo, tecidos e frutos do mar.

Voto unânime

Os Estados Unidos têm liderado a campanha contra o regime de Kim Jong-Un durante meses, buscando sanções cada vez mais restritivas para pressionar o líder norte-coreano a negociar.

Antes da votação, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que obter a unanimidade seria importante para enviar uma mensagem clara a Pyongyang.

"A unidade do Conselho é necessária para se criar a oportunidade de um compromisso diplomático visando a desnuclearização pacífica", declarou Guterres.

(Com agência AFP)