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Clima sombrio nas comemorações de Natal na Terra Santa

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Basílica da Natividade, em Belém. REUTERS/Mussa Qawasma

Nesta véspera de Natal, o clima é de celebração, mas também um tanto sombrio, em cidades sagradas para o cristianismo na Terra Santa, como Jerusalém e Belém, onde, segundo a tradição cristã, Jesus nasceu.


Daniela Kresch, correspondente da RFI em Israel

Nos últimos dias, mais de 35 mil peregrinos do mundo todo lotam os 48 hoteis de Belém, celebrando o nascimento de Cristo na praça da Manjedoura, enfeitada por uma árvore de Natal de 10 metros de altura.

O ponto alto acontecerá neste domingo à meia-noite (20h em Brasília), com a tradicional missa do galo celebrada na igreja de Natividade, que marca o local exato do nascimento de Jesus, segundo a tradição cristã.

Como sempre, a missa contará com a presença de lideres religiosos e políticos, como o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Ele certamente criticará o reconhecimento americano de Jerusalém como capital de Israel, que aconteceu no último dia 6 de dezembro, e que afetou o clima das festividades de fim de ano entre os palestinos.

Insulto ao mundo

Em seu discurso oficial de Natal, Abbas chamou o reconhecimento de “insulto a milhões de pessoas no mundo todo e também à cidade de Belém”.

O anúncio levou a manifestações em Jerusalém, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Em Belém, também houve demonstrações esporádicas.

A polícia israelense deslocou um contigente maior de policiais para evitar distúrbios.

Em Israel, o governo afirmou que o Natal em Belém não foi influenciado pelo anúncio dos Estados Unidos – pelo menos em termos de número de turistas, o que importante para a economia local.

Houve um aumento de 20% na quantidade de turistas na região em comparação a 2016.