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Para Coreia do Norte, novas sanções da ONU são “ato de guerra”

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O líder norte-coreano Kim Jong-Un durante discurso deste domingo no congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia (WPK), em 24 de dezembro de 2017. KCNA/via REUTERS

A Coreia do Norte qualificou neste domingo (24) como um "ato de guerra" as novas sanções votadas na sexta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU contra seu programa nuclear.


"Nós rejeitamos totalmente as últimas sanções da ONU como um ataque violento à soberania da nossa república e a um ato de guerra que destrói a paz e a estabilidade da península coreana e da região", afirmou a chancelaria da Coreia do Norte, em um comunicado emitido neste domingo (24) pela agência oficial de notícias KCNA.

O líder norte-coreano Kim Jong-Un proclamou em 29 de novembro que seu país se tornou um Estado nuclear operante depois de testar com sucesso um novo tipo de míssil que ele acredita poder atingir qualquer lugar nos Estados Unidos.

O Conselho de Segurança da ONU, na sexta-feira (22), reprimiu a Coreia do Norte por unanimidade por meio de uma resolução dos EUA, visando o petróleo e os trabalhadores da Coreia do Norte no exterior. O regime norte-coreano acelerou consideravelmente nos últimos dois anos o desenvolvimento de programas nucleares proibidos, aumentando os testes nucleares e balísticos.

Esta é a nona série de sanções particularmente duras da ONU contra Pyongyang. As últimas três foram adotadas em 2017, sob forte incentivo dos Estados Unidos, após os testes de mísseis e um teste nuclear realizados pela Coreia do Norte.

"Exemplo do mal"

Descrevendo a Coreia do Norte como "o exemplo mais trágico do mal no mundo moderno", a embaixadora americana Nikki Haley afirmou que as novas sanções "refletem a indignação internacional com as ações do regime de Kim Jong-Un".

A Coreia do Norte justifica o desenvolvimento de seus programas militares proibidos pelas Nações Unidas pela ameaça que representa os Estados Unidos à sua própria existência.

A resolução de sexta-feira (22)  visa principalmente os expatriados norte-coreanos, que deverão ser enviados para casa até o final de 2019. O projeto previa, inicialmente, um prazo de 12 meses, mas a Rússia interveio para prorrogar o prazo.

Dezenas de milhares de norte-coreanos vivem no exterior, principalmente na Rússia e na China, para trabalhar e gerar uma valiosamoeda estrangeira para seu país de origem. Segundo a ONU, eles trabalham em "condições próximas da escravidão".