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Na missa do Galo, Francisco relembra a crise dos migrantes

A missa do Galo no Vaticano é uma das celebrações mais importantes para os católicos. E neste Natal não foi diferente: como manda a tradição, a missa com o papa na Basílica de São Pedro teve grande participação. A crise migratória foi o tema principal.

Rafael Belincanta, correspondente da RFI em Roma

Na missa do Galo, o papa Francisco voltou a falar sobre solidariedade social e lembrou sua preocupação sobre a acolhida de migrantes, sobretudo na Europa. O papa defendeu uma nova “imaginação social” para contornar a crise migratória.

Em relação à Itália, Francisco convidou as autoridades e a sociedade em geral a trabalharem em parceria para evitar que os migrantes que chegam ao sul da Itália fiquem à margem da sociedade ou não consigam os documentos para alcançar os países para onde se destinavam, depois de atravessar o mar Mediterrâneo. Na maior parte das vezes, os migrantes preferem a França e a Alemanha, em vez de ficar na Itália.

Urbi et Orbi

Nesta segunda-feira, ao meio-dia, o papa concede a tradicional bênção para a cidade e para o mundo, conhecida como Urbi et Orbi. É o momento em que o papa recorda as situações de conflito que marcaram o ano que termina.

Francisco esteve recentemente em Mianmar, onde a perseguição da minoria muçulmana rohingya não dá trégua. O papa, porém, evitou falar diretamente sobre esta etnia para evitar mal-entendidos justamente no ano em que o Vaticano retomou as relações diplomáticas com Mianmar.

Em maio, por outro lado, o papa recebeu o presidente americano Donald Trump no Vaticano. Depois de toda a polêmica sobre o muro de Trump na fronteira com o México, outra vez a diplomacia falou mais alto, deixando de lado por alguns minutos as diferenças entre os dois líderes.

Próximas viagens

O pontífice voltará, em breve, à América do Sul. Será a terceira viagem do papa ao continente, depois de ter visitado recentemente a Colômbia, e anteriormente Paraguai, Bolívia, Equador e Brasil, em 2013. Desta vez, entre 15 e 22 de janeiro, o papa visitará o Chile e o Peru.

Nunca foi à Argentina

Logo depois de ser eleito, Jorge Mario Bergoglio recebeu em diversas ocasiões a ex-presidente Cristina Kirchner e, do mesmo modo, o presidente Mauricio Macri. Em todas as oportunidades, nunca houve uma confirmação de que ele iria à Argentina.

Enfim, o próprio papa já havia anunciado que seu pontificado seria breve, 5 ou 6 anos, no máximo. Levando em consideração que 2018 marca o início do sexto ano de Francisco à frente da Santa Sé, não é de se espantar se este novo ano que começa possa ser o último de Francisco como papa. E por que não imaginar que ele pode realizar uma última viagem justamente à sua terra natal, e com passagem só de ida a Buenos Aires?

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