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Palestina Faixa de Gaza Israel

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56 palestinos ficam feridos em novas manifestações na Faixa de Gaza

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Manifestantes palestinos logo após o anúncio do presidente Trump REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

Durante novas manifestações na Faixa de Gaza ocorridas nessa sexta-feira (29), contra a decisão americana de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, 56 palestinos foram feridos por tiros disparados por soldados israelenses.


Parte dos confrontos ocorreram em diferentes setores próximos à Faixa de Gaza, ferindo 40 pessoas das quais quatro estão em estado grave, de acordo com Achraf al-Qodra, porta-voz do Ministério da Saúde do Hamas. Na Cisjordânia, os combates deixaram mais 16 pessoas feridas.

O grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, fez um apelo para que a população organizasse mais um “dia de cólera”, como nas últimas sextas-feiras, em protesto contra a decisão do presidente americano Donald Trump a respeito de Jerusalém.

Civis contra o exército

Segundo um militar israelense, 500 manifestantes queimaram pneus e atiraram garrafas de vidro e pedras contra os soldados em dezenas de setores da Cisjordânia. Na Faixa de Gaza, cerca de 2000 manifestantes repetiram essas ações. “Os soldados dispararam contra quatro manifestantes, que foram atingidos”, declarou o militar, sem fornecer mais detalhes.

O exército de Israel também sobrevoou a Faixa de Gaza após notar tiros de bazuca, os primeiros desde os últimos dez dias. Dois dos armamentos foram interceptados e um terceiro caiu em território israelense, numa zona residencial, mas sem fazer feridos.

As bazucas são utilizadas por pequenos grupos islamistas desde o início do conflito. Dezessete já foram lançados contra Israel desde o anúncio do presidente Trump, sem deixar vítimas.

Desde o conflito diplomático, milhares de palestinos em Jerusalém, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza protestaram confrontando os agentes de segurança israelenses. No total, doze palestinos foram mortos e centenas ficaram feridos.