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Irã Manifestação Censura

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Irã: Governo pede população que não participe de “protestos ilegais”

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Iranianos em protesto a favor do governo na manhã deste sábado, 30 de dezembro de 2017. HAMED MALEKPOUR / TASNIM NEWS / AFP

O ministro do Interior do Irã pediu neste sábado (30) que a população não participe de "manifestações ilegais" depois de dois dias consecutivos de protestos, em várias cidades do país, contra o governo e o alto custo de vida. Neste sábado, milhares de manifestantes pró-regime iraniano saíram às ruas em apoio ao governo.


"Pedimos às pessoas que não participem dessas reuniões ilegais. Até então, as forças de segurança e o judiciário tentaram administrá-las para que não haja problema", disse Abdolreza Rahmani Fazli.

"Se as pessoas quiserem protestar, elas precisam obter permissão", disse ele, acrescentando que recebeu "informações sobre convocações nas redes sociais para as mobilizações".

Censura

A televisão iraniana, mostrou pela primeira vez, neste sábado (30), as imagens dos protestos de quinta (28) e sexta-feira (29), dizendo que elas eram "reivindicações legítimas" da população. Mas denunciou os meios de comunicação estrangeiros e grupos contra-revolucionários “que buscam explorar essas reuniões.”

No total, o número de manifestantes permaneceu limitado a várias centenas, mas esta é a primeira vez desde 2009 que tantas cidades iranianas foram afetadas por protestos sociais como esses.

Reação americana

Os Estados Unidos, que têm feito de Teerã um de seus principais inimigos no plano diplomático, condenou "firmemente" nessa sexta-feira (29) a onda de detenções no Irã durante as manifestações em Mashhad, a segunda maior cidade do país.

Na quinta-feira (28), 52 pessoas foram presas em protestos contra a alta taxa de desemprego e a inflação. Os manifestantes, acusados pelo governo iraniano de estar vinculados à oposição, voltaram às ruas nessa sexta gritando frases hostis ao presidente Hassan Rohani.