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Coreia do Sul confisca novo navio suspeito de entregar petróleo à Coreia do Norte

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Lighthouse Winmore, o navio de Hong Kong confiscado pela Coreia do Sul AFP

As autoridades sul-coreanas anunciaram neste domingo (31) o confisco de um navio panamenho suspeito de entregar petróleo à Coreia do Norte, desrespeitando as sanções internacionais impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.


A embarcação está ancorada no porto de Pyeongtaek-Dangjin, na costa ocidental da Coreia do Sul, segundo responsáveis da alfândega. O navio pode transportar até 5.100 toneladas de petróleo. A tripulação é formada principalmente por marinheiros chineses e birmanenses, segundo a agência de notícias Yonhap.

O confisco aconteceu depois de uma longa investigação feita pelos serviços alfandegários e de informação sul-coreanos e envolve outras embarcações. Na sexta-feira, um responsável do Ministério sul coreano das Relações Exteriores anunciou a interceptação do Lighthouse Winmore, um navio de Hong Kong que teria transferido até 600 toneladas de produtos petrolíferos ao navio norte-coreano Sam Jong 2.

A transação teria ocorrido em outubro, entre a China e a península coreana. Na sexta-feira (29), a China desmentiu as informações sobre as entregas de petróleo

Rússia também estaria envolvida

A Rússia também é suspeita de abastecer a Coreia do Norte em alto-mar. Os russos teriam entregado cargas de petróleo aos navios norte-coreanos pelo menos três vezes em outubro e novembro.

Fontes diplomáticas europeias, entretanto, afirmam que não há provas concretas do envolvimento do governo russo nas transações, mas admitem que os navios de Moscou são "a salvação" dos norte-coreanos. Imagens registradas por satélites, entretanto, deixam a entender que houve a transferência dos barris.

O Ministério russo das Relações Exteriores, citado pela agência RIA Novosti, disse que a Rússia respeita as sanções internacionais contra Pyongyang. A empresa proprietária de um dos petroleiros perto de Vladivostok também negou as informações.

Novas sanções

O Conselho de Segurança das Nações Unidas votou, no último dia 22 de dezembro, novas sanções contra a Coreia do Norte, em represália a um novo teste balístico intercontinental. O texto proíbe 90% das exportações de petróleo, reduzindo a quantidade a 500 mil barris por ano.

Os Estados Unidos também propuseram que o Conselho de Segurança da ONU coloque na lista negra dez navios suspeitos de transportar ilegalmente petróleo para Pyongyang.

O presidente americano Donald Trump disse na véspera estar muito “decepcionado “ com a atitude do governo chinês. Trump já declarou várias vezes que a China tem um papel fundamental na crise com a Coreia do Norte e seu programa nuclear, que geram forte tensão entre os americanos e Pyongyang.