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Manifestações levam Irã a restringir acesso às redes sociais

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Manifestantes tomam as ruas de Teerã há três dias. Reuters/Third Party

O acesso ao aplicativo Telegram e à rede social Instagram através de celulares voltou a ser restringido no Irã, neste domingo, depois de três dias de manifestações contra o governo por todo país.


As autoridades acusam grupos "contrarrevolucionários" estabelecidos no exterior de recorrer às redes sociais, especialmente o Telegram, para convocar a população a ir às ruas e a usar coquetéis Molotov e armas de fogo.

"Ontem à tarde, alguns elementos contrarrevolucionários utilizaram as redes sociais para ensinar as pessoas a usarem armas de fogo e coquetéis Molotov", declarou à televisão estatal o ministro das Telecomunicações, Mohamad Javad Azari.

Ele advertiu que "o Conselho Supremo de Segurança Nacional tomará medidas se a contrarrevolução tentar utilizar as redes sociais para provocar distúrbios".

Restrição começou no sábado

No sábado, o ministro acusou um canal da rede encriptada Telegram de encorajar um "levantamento armado".

O cofundador do serviço de mensagens instantâneas Pavel Durov anunciou posteriormente o fechamento no Telegram da rede Amadnews - que tem quase 1,4 milhão de inscritos - por ter incitado a "violência".

Mas imediatamente apareceram outros canais no Telegram, em particular o sedaimardom, que em algumas horas conseguiu mais de 700.000 inscritos, chamando as pessoas a se manifestarem difundindo vídeos de protestos.

"As autoridades iranianas bloquearam o acesso ao Telegram para a maioria dos iranianos após nos recusarmos a fechar https://t.me/sedaiemardom (voz do povo) e outros canais que convocam manifestações pacíficas", reagiu Pavel.