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Países da Ásia e Pacífico comemoram chegada de 2018 com fogos e tradição

Por RFI

Depois das pequenas nações insulares do Pacífico, da Nova Zelândia e da Austrália, os países asiáticos receberam com festa 2018. A virada aconteceu sem maiores incidentes, com presença policial forte nos eventos ao ar livre, mas com uma preocupação com atentados bem menor do que na Europa ou Estados Unidos.

Luiza Duarte, correspondente da RFI em Hong Kong

As pequenas ilhas do Pacífico celebraram o Ano Novo quando ainda eram 8h em Brasília. Wellington, na Nova Zelândia foi a primeira grande cidade a celebrar a chegada de 2018.

Em seguida, veio a emblemática queima de fogos na Baía de Sidney, na Austrália, que esse ano foi a maior já realizada. Ao todo, 8 toneladas de fogos iluminaram os céus durante 12 minutos. Mais de 1 milhão e meio pessoas acompanharam o espetáculo que homenageou com as cores do arco-íris a tão esperada legalização do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo no país.

No Japão, os sinos dos templos budistas tocaram 108 vezes. A tradicional cerimônia começa no ano velho e termina exatamente quando o relógio marca meia noite. Milhares de pessoas participaram dos eventos de réveillon em Tóquio e outras grandes cidades japonesas. Durante os três primeiros dias do ano, japoneses visitam templos para rezar por saúde e sorte.

Até os céus de Pyongyang, capital da Coreia do Norte, foram iluminados por fogos de artifício na noite do 31. Taiwan também marcou a mudança de calendário com um show pirotécnico.

Em Hong Kong não foi diferente, antes mesmo da virada “estrelas cadentes” de fogos de artifício cruzavam os arranha-céus da ilha a cada dezena de minutos. Números gigantes e luminosos projetados na parede do Centro de Convenções à beira mar mostraram a contagem regressiva segundos antes da virada.

A passagem, que aconteceu às 14h do horário de Brasília, foi marcada por dez minutos de queima de fogos no Porto Vitória, cartão postal da cidade. Um espetáculo impressionante que esse ano teve a área de lançamento ampliada para mais de 1km e pode ser visto de diversos pontos da cidade. Mas o show é sempre bem menor do que o acontece todos os anos no ano novo chinês.

Casamento coletivo na Indonésia

Na capital da Indonésia, cerca de 500 casais disseram "sim" em uma cerimônia coletiva de casamento na noite de ano novo. A Tailândia, que no ano passado passou a virada de luto pela morte de seu rei, dessa vez pode celebrar. Fogos de artifício, banidos desde 2016, foram liberados temporariamente para esse réveillon de olho no turismo.

Boa parte dos países aqui da Ásia também vão celebrar a virada em outra data. China, Hong Kong, Macau, Taiwan e Vietnã festejam o ano novo lunar, em fevereiro. Em março, o equinócio de primavera marca o início de um novo ano no calendário iraniano.

Em abril, Mianmar, Camboja e Tailândia marcam com festivais d’água o fim do período da colheita e o começo de um novo ciclo. Além disso, Indonésia e Malásia marcam a virada de ano de acordo com o calendário muçulmano. Cada uma dessas passagens de ano têm simbolismo, comidas típicas e rituais próprios.

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