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Palestinos Israel Ocupação Cisjordânia

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Procurador de Israel acusa jovem militante palestina de 12 crimes

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Ahed Tamimi está em penitenciária de Ofer, perto de Ramallah. REUTERS/Ammar Awad

O procurador de um tribunal militar de Israel solicitou 12 acusações contra a jovem palestina Ahed Tamimi, 16 anos, que se tornou um símbolo da luta contra a ocupação israelense após a difusão de um vídeo no qual agride um grupo de soldados do Exército hebreu. As imagens viralizaram na internet e foram filmadas perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, no dia 15 de dezembro.


Às acusações, somam-se mais cinco que se referem a outro incidente no qual Tamimi esteve envolvida, em 2017. Ela está detida em prisão preventiva.

Segundo o advogado da jovem, Gaby Lasky, o procurador também solicitou a incriminação da mãe da adolescente, Nariman Tamimi, que está detida por participação no incidente de 15 de dezembro. No domingo (31), havia sido a vez de uma prima de Ahed, Nor Nayi Tamimi, ser acusada de agressão com agravante e atentado a soldados em serviço.

Família militante

Nariman, Ahed e sua prima protagonizaram o vídeo gravado no pátio de sua casa, no povoado de Nabi Saleh, próximo a Ramallah. As imagens mostram Ahed e Nor Nayi se aproximando dos soldados israelenses, que são socados e chutados pelas duas jovens. Nariman Tamimi parece tentar deter as jovens e depois expulsa os militares do local. O grupo, fortemente armado, se retira sem reagir.

Os Tamimi são conhecidos por participar de protestos em Nabi Saleh, palco frequente de manifestações contra a ocupação israelense. Segundo pessoas ligadas à família, os soldados foram agredidos devido à tensão gerada pelos confrontos em Nabi Saleh e pelo fato de os militares entrarem no pátio da casa.

O Exército israelense alega que os soldados estavam no local para impedir palestinos de atirar pedras contra israelenses que estavam nas proximidades.

Com informações da AFP