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"Jerusalém não está à venda", diz porta-voz da Presidência Palestina

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Manifestação de apoio ao povo palestino, em 15 de dezembro REUTERS/Ammar Awad

A presidência palestina afirmou nesta quarta-feira (3) que "Jerusalém não está à venda", em referência à ameaça do presidente americano Donald Trump de cortar a ajuda financeira americana de US$ 300 milhões aos palestinos.


"Jerusalém é a capital eterna do Estado da Palestina e não está à venda em troca de ouro ou de milhões", disse Nabil Abu Rudeina, porta-voz da presidência palestina.

Nesta terça-feira (2), o presidente americano ameaçou cortar a ajuda de centenas de milhões de dólares dos Estados Unidos aos territórios palestinos, justificando que as negociações estão estagnadas.

“Pagamos aos palestinos centenas de milhões de dólares todos os anos e não recebemos qualquer reconhecimento ou respeito", tuitou Trump. "Mas como os palestinos não estão dispostos às negociações de paz, porque devemos fazer esses enormes pagamentos?", questiona o presidente americano.

Em 2016, os Estados Unidos destinaram US$ 319 milhões de ajuda aos palestinos através de sua agência de fomento ao desenvolvimento (USAID). A este valor se somam 304 milhões concedidos por programas das Nações Unidos aos territórios palestinos.

Decisão polêmica

No dia 6 de dezembro, Trump anunciou que seu governo reconhecia Jerusalém como a capital de Israel, e que havia determinado ao Departamento de Estado o início do processo de mudar para essa cidade a embaixada americana, situada em Tel Aviv.

A decisão de Trump provocou uma onda global de indignação e protesto. Para o presidente palestino, Mahmud Abbas, com esse gesto os Estados Unidos perdeu a capacidade de servir como mediador para eventuais negociações com Israel.

Em 21 de dezembro, a Assembleia Geral da ONU aprovou por ampla maioria (128 votos a favor, 9 contra e 35 abstenções) uma resolução de condenação à decisão de Trump, um voto que despertou a ira da Casa Branca. Na véspera dessa histórica votação, Trump alertou que seu governo anotaria cada voto para posteriormente discutir a ajuda que destinaria aos respectivos países.

Entre os países latino-americanos, somente a Guatemala anunciou que acompanharia o gesto de Washington de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

(Com informações da AFP)