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Arábia Saudita Austeridade Príncipe Petróleo

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Príncipes sauditas são presos por protestar contra austeridade

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Oríncipe herdeiro Mohammed bin Salman (à direita) comanda reformas econômicas no país, afetado pela queda dos preços do petróleo. Bandar Algaloud/Courtesy of Saudi Royal Court/Handout via REUTE

Onze príncipes sauditas foram presos e podem ser julgados depois de manifestarem perto de um palácio real em Riad contra medidas econômicas que reduzem seus benefícios, informou neste sábado (6) um veículo de comunicação próximo ao governo. De acordo com o site Sabq, esses príncipes - que não tiveram as identidades reveladas - protestaram contra uma decisão das autoridades de "não pagar mais as contas de eletricidade e água dos príncipes", que são muito numerosos na Arábia Saudita.


Reunidos perto de um palácio real na capital saudita, eles também exigiam uma "compensação financeira" após a condenação judicial de "um de seus primos", explicou Sabq, sem fornecer mais detalhes. Os príncipes, que se recusaram a obedecer as ordens das forças de segurança, foram levados para uma prisão de segurança máxima na capital, de acordo com a mesma fonte.

As autoridades sauditas contatadas pela AFP não estavam disponíveis para comentar.  A Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo do mundo, introduziu, desde a queda dos preços do petróleo em 2014, uma série de medidas de austeridade, afetando a família reinante, a fim de limitar seu déficit orçamentário.

Com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman no comando, o reino tem procurado diversificar sua economia para torná-la menos dependente do petróleo e quer atrair investidores internacionais. Em 207, o PIB saudita caiu pela primeira vez em oito anos, em parte devido às medidas de austeridade que pesam sobre o consumo.

Aumento dos benefícios sociais

O rei Salman, no entanto, promulgou neste sábado um decreto pelo qual aumenta certos benefícios sociais para amortizar o impacto de algumas dessas medidas, a exemplo da criação neste ano, de um imposto sobre o valor agregado (TVA). Os funcionários públicos e militares terão direito a uma pensão de 1.000 riais, o equivalente a R$ 862, conforme um comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira (5). A maioria dos sauditas trabalham para o Estado e, como os cidadãos das demais monarquias do Golfo, se beneficiam de um generoso sistema de prestações sociais.

Em novembro, mais de 200 personalidades influentes, incluindo membros da família real, foram presas a pedido do príncipe herdeiro, em uma operação sem precedentes apresentada como uma campanha anticorrupção.

Com informações da AFP