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Governo Tunísia Protestos Exército Manifestações

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Tunísia: exército ocupa cidades para controlar protestos

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A Tunísia registrou novos distúrbios na noite desta quarta-feira entre manifestantes e policiais em várias cidades, no terceiro dia de protestos provocados por medidas de austeridade adotadas pelo governo. REUTERS/Zoubeir Souissi

As Forças Armadas ocuparam diversas cidades na Tunísia nesta quinta-feira (11), onde diversas manifestações contra a política austera do governo deixaram, até agora, pelo menos um morto. Mais de 300 manifestantes foram presos na madrugada desta quarta-feira (9).


O governo enviou soldados para Thala, perto da fronteira com a Argélia, onde a sede da Segurança Nacional foi incendiada pelos manifestantes, obrigando a polícia a se retirar da cidade, segundo testemunhas. As Forças Armadas também estão presentes em Sousse, Kébili e Bizerte, para proteger os prédios públicos.

Na segunda-feira, o movimento social contra as medidas austeridade, que entraram em vigor no dia 1 de janeiro, desencadeou uma batalha contra o exército tunisiano. Diversas cidades foram saqueadas.

A população protesta contra a alta dos preços dos combustíveis, dos automóveis, da telefonia e do acesso à Internet decididas no orçamento de 2018. O partido islâmico Ennahda, que participa da coalizão governamental, pediu um aumento do salário mínimo e um aumento das ajudas públicas para as famílias mais necessitadas.

De acordo com o porta-voz do Ministério do Interior, Khelifa Chibani, mais de 600 pessoas foram presas desde segunda-feira. Diante da contestação, o primeiro-ministro tunisiano, Youssef Chahed, lançou um alerta contra os manifestantes, dizendo que “o Estado protegerá suas instituições e seu povo”.

Escola judaica é visada

Na lha de Djerba, uma escola judaica foi visada nesta terça-feira (9) por foguetes que provocaram estragos sem deixar vítimas, de acordo com o chefe da comunidade judaica local, Perez Trabelsi.

No local está situada a mais antiga sinagoga da África, El Ghriba, visada em 2002 por um atentado reivindicado pela Al Qaeda, que deixou 21 mortos.