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Naufrágio Petróleo Catástrofe ambiental

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Manchas no litoral japonês podem ser vazamento de petroleiro iraniano

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Manchas que parecem petróleo chegaram às praias de várias ilhas do sul do Japão. Na foto de 02/02/18 cais no vilarejo de Toshima. Handout / Toshima Village Office / AFP

Manchas que parecem petróleo chegaram às praias de várias ilhas do sul do Japão, anunciaram nesta sexta-feira (2) as autoridades locais. A suspeita é que sejam consequência do naufrágio de um petroleiro iraniano no mês passado no mar da China Oriental.


O "Sanchi", que transportava 111.000 toneladas de petróleo, naufragou em 14 de janeiro, depois de um incêndio que durou uma semana após um choque com um cargueiro, 300 km a leste de Xangai. Trinta e dois marinheiros morreram no acidente, que provocou o temor de uma grande catástrofe ecológica.

As autoridades locais apontaram a presença de manchas que podem ser petróleo em várias ilhas do sul do Japão. "São manchas oleosas", disse Wataru Higo, funcionário do município de Toshima, na ilha de Takarajima, onde as substâncias viscosas ocupam uma superfície de sete quilômetros de comprimento. “O nosso medo é que elas possam aumentar, dependendo das direções das marés e ventos. Os peixes-voadores desovam em nosso porto em abril e maio e não sei o impacto da mancha sobre isso”, acrescentou.  

O governo japonês está analisando a origem da substância. A guarda costeira foi enviada à região para ajudar com a operação de limpeza, anunciou o porta-voz Yoshihide Suga. “Ainda não é certeza que as manchas são relacionadas com o Sanchi. Estamos coletando e analisando amostras”, disse Suga em uma entrevista coletiva em Tóquio.

O Sanchi pegou fogo após colidir com um cargueiro no início de janeiro, originando uma desesperada missão de resgate. Apenas três corpos foram recuperados, de um total de 32 membros da tripulação.

Grande risco de impacto ambiental

Ambientalistas e cientistas alertaram que o vazamento de óleo resultante do incêndio poderia chegar ao litoral japonês. Paul Johnston, cientista do Greenpeace, fez um apelo para que autoridades aumentem os esforços de limpeza e monitoramento das águas regionais. “Cetáceos e pássaros correm grande risco de exposição e os peixes também podem ser contaminados”, declarou.

Autoridades japonesas e chinesas minimizaram os riscos de danos ambientais assim que o vazamento foi constatado. O óleo condensado carregado pelo Sanchi não forma uma camada viscosa quando vaza, mas é altamente tóxico para a vida marinha e é muito mais difícil de ser separado da água.