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Rússia Armas Síria

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Rússia vendeu US$ 15 bilhões em armas em 2017

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Rússia é o segundo maior exportador mundial de armas, perdendo apenas para os Estados Unidos. Reuters

A Rússia continua entre os líderes mundiais na venda de armas. O país comercializou US$ 15 bilhões (cerca de R$ 49 bilhões) em armamentos em 2017, segundo as autoridades locais.


De acordo com um comunicado divulgado nesta quarta-feira (7) pela agência russa encarregada das exportações de equipamentos militares, Rosoboronexport, os contratos, assinados com clientes em 53 países, permitiram “manter a posição dominante da Rússia no mercado mundial de armamento”. Mesmo assim, Moscou, que representa, de acordo com o instituto independente Sipri, 23% do mercado de armas do planeta, permanece atrás dos Estados Unidos (33%), que lideram o ranking.

No ano anterior, os russos alcançaram os mesmos valores, com entregas de armas para 52 países. Já em 2015, as vendas foram ligeiramente inferiores (US$ 14,5 bilhões, cerca de R$ 47 bilhões).

Moscou tem investido nos últimos 15 anos na modernização de suas forças armadas. Mas o país também tenta aumentar suas exportações e já é fornecedor histórico de armas para a Índia e para a China, além de vender equipamentos para o governo da Síria, apesar das críticas da comunidade internacional contra o apoio ao regime de Damasco.

“Apesar da pressão de vários países ocidentais e dos métodos de concorrência desleais que eles utilizam, nós conseguirmos penetrar em novos mercados externos”, celebrou o diretor-geral da Rosoboronexport, Alexandre Mikheïev. O representante da agência mencionou clientes na Ásia e no Oriente Médio, mas não deu os nomes das nações compradoras.

Na semana passada, o departamento de Estado americano anunciou que governos estrangeiros iriam começar a renunciar contratos de armamentos com a Rússia. A medida seria uma consequência da uma lei adotada no ano passado por Washington, que proíbe negócios com 39 empresas de armas russas.