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Revista conta como Instagram, aplicativo criado por brasileiro, conquistou o mundo

Por Silvano Mendes

A revista Week-End do jornal francês Les Echos, traz esta semana uma reportagem de capa sobre o sucesso do Instagram. O texto explica como o aplicativo, criado por um brasileiro e um americano, conquistou as marcas e revolucionou os métodos tradicionais de marketing.

Com o título “A maior vitrine do mundo”, a reportagem conta como o aplicativo, que tem atualmente 800 milhões de usuários ativos mensais, se tornou uma ferramenta indispensável para as marcas que buscam se rejuvenescer ou simplesmente uma comunicação alternativa. “Um em cada nove seres humanos está no Instagram”, relata o texto. E os jovens são os mais ativos. Atualmente, “os menores de 25 anos passam em média 32 minutos por dia” conectados na ferramenta, enquanto os mais velhos passam pelo menos 24 minutos, contabiliza a jornalista autora do texto.

Como veicula principalmente imagens, o aplicativo elimina as barreiras linguísticas e geográficas. A prova está nos 80% dos usuários registrados fora dos Estados Unidos. O que explica como pequenas marcas europeias conseguiram se tornar sucessos de venda na Ásia, praticamente sem gastar com campanhas publicitárias. A reportagem ilustra o argumento com o exemplo de uma pequena grife francesa de acessórios em couro que, graças a alguns posts, já acumula 30% de suas vendas na Coreia do Sul, mesmo se seu site nem é traduzido em coreano.

Mas Instagram também funciona para marcas já estabelecidas, em busca permanente de uma nova clientela. É o caso de Nike e Victoria’s Secret, as duas empresas mais seguidas no aplicativo.

Maioria dos usuários compra produtos após curtir um post

Os usuários passeiam pelas imagens, mas também interagem, pois 4% dos posts são curtidos ou comentados. Um índice relativamente alto se comparado com Facebook ou outras plataformas do gênero, comenta um especialista ouvido pela revista.

Além disso – e esse é o aspecto que mais interessa as empresas – “75% dos usuários compram ou fazem uma busca de mais informações sobre um produto após ter visto um post que os agradou”, argumenta o texto.

“Sete anos e meio após seu lançamento, o serviço de compartilhamento de fotos deixou de ser algo que servia apenas para expor selfies lisonjeiros, cupcakes apetitosos ou gatos fofinhos. Instagram se tornou uma vitrine formidável para as empresas, sejam elas grandes ou pequenas, estabelecidas há gerações ou recentemente criadas na internet”, analisa a reportagem, que traz o relato de um de seus fundadores, o brasileiro Mike Krieger. “Poderíamos até nos chamar Instalux”, brinca o paulista, que lançou o aplicativo com o americano Kevin Systrom, seu colega de classe na universidade de Stanford.

Além do sucesso junto às marcas, a reportagem explica a postura ética de Instagram, que adotou uma estratégia rara no mundo dos aplicativos e redes sociais, evitando mensagens extremas e discursos de ódio entre os internautas. “Nós respeitamos a liberdade de expressão, mas não queremos hospedar qualquer coisa em nosso aplicativo”, comentou Krieger. O brasileiro lembra que a noção de “gentileza” sempre fez parte do DNA da empresa. “Já era o nosso valor principal quando éramos apenas seis, antes de termos sido comprados por Facebook, e continua sendo nossa divisa agora que somos 600 funcionários”, explica Krieger. “Temos orgulho de ser um tipo de empresa onde seus responsáveis querem transformar a internet em um mundo melhor”, comenta o brasileiro.

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